A teoria e a prática da escrita

Sempre ouvi dizer, principalmente pelos mais velhos, que a gente deveria pensar num plano de aposentadoria desde cedo. E ainda concordo com isso. Só não imaginava que eles estavam falando de uma segurança financeira, quando fôssemos rotulados de velhos inúteis pelo mercado de trabalho.
Eu decidi que na minha aposentadoria eu quero ser escritor. E essa decisão, na verdade, foi tomada há pouco tempo. Uns cinco ou seis anos atrás mais ou menos.
O que eu precisava fazer era estudar, ler, descobrir as técnicas que os escritores famosos que eu admiro têm para fazer textos envolventes e prazerosos para seus leitores.
Metódico e curioso, comecei uma jornada para saber um pouco mais sobre a escrita criativa. A arte de escrever.
Participei de algumas oficinas, li vários livros, pesquisei bastante na internet, conversei com alguns desses autores e tudo isso foi muito válido e me ajudou imensamente nessa viagem que ainda estou fazendo.
Mas para ser um escritor eu não preciso estudar somente e esperar pela aposentadoria para começar a escrever, claro.
Uma coisa que eu aprendi ao longo desse processo e que preciso colocar em prática de forma mais sistemática – pois é assim que eu acredito que funcione melhor – é que para ser um escritor é fundamental que eu escreva.
Parece uma observação óbvia mas é a mais pura verdade que muitos iniciados ou aspirantes a escritor não dedicam boa parte do tempo que tem para escrever. Eu sou um deles.
Municiar a mente com tantos conhecimentos, depoimentos, técnicas, leituras e não praticar é a mesma coisa que conhecer as técnicas do surf e nunca se jogar no mar. Não faz sentido.
E é por isso que eu decidi que eu preciso escrever mais. Muito mais. A prova disso é que estou fazendo esse post.
Sendo assim, devo reservar um tempo maior para escrever os posts aqui do blog também. Afinal, ele já vai fazer 11 anos em agosto e considero isso um sucesso, mesmo com atualizações tão esporádicas. Não o abandonei até morrer.

Livros

Para começar, quero compartilhar com você que tem interesse em escrever, alguns dos livros que eu comprei e li sobre técnicas de escrita. Alguns são extremamente técnicos, outros bem narrativos e contam estórias e experiências de alguns autores. Mas todos foram muito importantes nesse começo de viagem.
Vou listar aqui esses livros como ponto de partida. Tomara que um deles sirva de inspiração para você começar a escrever também.

A Jornada do Escritor – Christopher Vögler

jornada_escritor_livroEste livro, escrito por quem entende de cinema, mostra como os contadores de histórias usam estruturas míticas para criar narrativas poderosas que mexem com todos nós. Escritores encontrarão aqui uma orientação passo a passo que os ensinará a estruturar enredos e criar personagens realísticos. Exercícios inovadores ajudarão a detectar falhas e melhorar seu texto.
As ideias em A Jornada do Escritor, que têm sido testadas e apuradas por roteiristas, dramaturgos e romancistas profissionais, farão com que o escritor enriqueça sua arte de contar histórias com sabedoria milenar dos mitos.

Para ser escritor – Charles Kiefer

Para ser escritorNesta obra, as variadas facetas do processo criativo, os mecanismos de funcionamento do sistema literário, os problemas éticos e sociais da vida autoral são discutidos com rigor e ternura, repetindo na escrita a forma de atuação do escritor-professor em sala de aula.
Se você deseja conhecer melhor o universo da escrita, ou se tem, também, pretensões literárias, não pode deixar de ler esta obra.


O Zen e a arte da escrita – Ray Bradbury

O Zen e a arte da escritaEntusiasmo. Prazer. Curiosidade. Essas são as qualidades que todo escritor deve cultivar, assim que como o espírito de aventura. Neste livro exuberante, o incomparável Ray Bradbury compartilha sua sabedoria, experiência e estímulo de uma vida de escritor.
Aqui estão dicas sobre a arte da escrita dadas por um mestre do ofício. Um livro que reúne tudo, desde encontrar ideias originais até desenvolver a própria voz e o estilo, bem como leituras, impressões da infância e os bastidores da notável carreira de Bradbury como um autor fecundo de romances, contos, poemas, roteiros de filmes e peças de teatro.
O Zen e a arte da escrita é mais do que um simples manual para o aspirante a escritor, é uma celebração do ato da escrita, que vai encantar, exaltar e inspirar o escritor em você.
Bradbury nos encoraja a seguir o caminho único dos nossos instintos e entusiasmo, lá onde habita o nosso gênio interior, demonstrando que o sucesso como escritor depende do bom conhecimento por você de um tema muito específico: sua própria vida.

Palavra por palavra – Anne Lamott

Palavra por palavraSe o seu sonho é tornar-se escritor, preste atenção ao que Anne Lamott ter a lhe ensinar. Ela pode ajudá-lo a despertar a paixão pela escrita, das vazão à sua criatividade e encontrar a sua voz.
Neste livro, que se tornou um clássico sobre o assunto, Anne dá dicas preciosas que incentivam qualquer pessoa que queira percorrer esse caminho a seguir em frente e não desistir.
Escrever é, por natureza, uma atividade pessoal e solitária. O que Anne faz neste livro é compartilhar exemplos e casos que explicam como ela lida com as tribulações do dia a dia – como a falta de confiança em si mesma, o bloqueio criativo e a inveja profissional -, ao mesmo tempo que discute os elementos básicos da escrita.
Ela nos orienta a começar com pequenas tarefas, garante que até mesmo os autores consagrados partem de primeiros esboços ruins e nos ensina que o perfeccionismo é o maior inimigo de qualquer escritor.
Palavra por palavra acaba com a fantasia de que a publicação irá solucionar todos os problemas de sua vida e defende que a escrita em si será sua maior recompensa.
Com gentileza e bom humor, Anne seduz o leitor e lembra aos iniciantes por que eles estão escrevendo – para dizer a verdade, viver de acordo com o seu coração e compartilhar seu dom com os demais.

Como funciona a ficção – James Wood

como-funciona-a-ficcaoPor que a literatura nos comove? Como definimos uma metáfora convincente? O que é um personagem? O realismo é real? O que é e como funciona o ponto de vista?
Neste livro “perspicaz e cheio de achados”, nas palavras de Milton Hatoum, o crítico inglês James Wood, conhecido por seu trabalho na revista The New Yorker, responde a estas e a outras perguntas sobre a arte da ficção, utilizando-se de trechos cuidadosamente selecionados de autores como Henry James, laubert, Tchekhov, Nabokov e Virginia Woolf.
Também romancista, Wood explica o funcionamento de cada peça do motor narrativo com clareza, rigor intelectual e entusiasmo de leitor, sempre com ênfase na representação do real na literatura, o que lhe valeu elogios de Harold Bloom e Susan Sontag, entre outros.

Oficina de escritores – Stephen Koch

Oficina de escritoresNada é mais inspirador para um principiante do que ouvir os mestres do ofício falar da vida de escritor. Stephen Koch, ex-catedrático do programa de pós-graduação em redação criativa da Columbia University, escreveu esse manual singular da arte da ficção.
Além de suas observações lúcidas e análises técnicas, o autor entremeia em seu texto elementos de sabedoria, orientação e comentários inspiradores a respeito de alguns de nossos maiores escritores.
Conduzindo o leitor desde o primeiro momento, o momento da inspiração (leve sempre um caderno consigo), à primeira versão (escreva depressa! você pode revisar depois) e à concepção do enredo (o enredo sempre serve à história; não é a história que serve ao enredo), Koch é um mentos benevolente, que se compraz em oferecer boa orientação quando mais se precisa dela. Oficina de escritores é indispensável na estante de todo escritor, para ser cuidadosamente folheado e estudado nos momentos em que a musa precisa de alguma ajuda para se manifestar.

O prazer do texto – Roland Barthes

O prazer do textoO prazer do escritor é diferente do prazer do leitor Textos curtos, aparentemente independentes.
Uma leitura dos desejos, funções e possibilidades do texto. Através de sua fruição. Barthes monta sua teoria no texto analisando a literatura em instantes diferentes. Vê sua marginalidade.
Estuda a mistificação na novidade. E o jogo que se estabelece entre o texto e o leitor. Sua duplicidade.
Sem apoiar-se numa análise histórica linear. E sim, estrutural.
Sem sujeito e objeto. Sem precisar desprestigiar o leitor, normalmente situado como objeto, ser passivo e sem defesas frente ao texto.

A Arte de escrever bem – Dad Squarisi/Arlete Salvador

A-ARTE-DE-ESCREVER-BEM_1Escrever é fundamental. Afinal, quem, nos dias de hoje, não precisa mandar mensagens pelo correio eletrônico, escrever relatórios, fazer vestibular ou produzir uma matéria jornalística?
Este livro, inicialmente destinado a jornalistas e profissioais do texto, é o mais claro e bem-humorado que qualquer um que precise escrever bem pode obter.
Donas de texto impecável, agradável e atual, Dad Squarisi e Arlete Salvador mostram como é possível redigir de modo adequado e elegante.


Escrever melhor – Dad Squarisi/Arlete Salvador

ESCREVER_MELHORÉ possível transformar um texto comum numa escrita sedutora, gostosa de se ler?
Em Escrever melhor: guia para passar os textos a limpo, Dad Squarisi e Arlete Salvador mostram como estudantes, jornalistas, advogados, executivos e outros profissionais que usam a escrita no dia a dia podem melhorar seu texto, tornado-o conciso, objetivo, claro e…sedutor.
O livro aponta os defeitos mais comuns – em relatórios, documentos, reportagens, dissertações, teses e petições – e indica como escapar das ciladas da língua portuguesa.

A Arte de escrever – Arthur Schopenhauer

a-arte-de-escreverArthur Schopenhauer (1788-1860) é um dos mais importantes filósofos alemães. Ele achava que o mundo nada mais era do que uma representação formada pelo indivíduo. Influenciou Freud, Nietzsche e Bergson com seu pessimismo e foi o responsável por introduzir o budismo à metafísica alemã. Foi além do idealismo kantiano e tinha em Hegel seu principal opositor. Suas obras mais importantes são O Mundo como vontade e representação (1819) e Parerga e Paralipomena (1851).
Nesta antologia de ensaios recolhidos de Parerga e Paralipomena, o leitor vai encontrar textos que trazem as mais ferinas, entusiasmadas e cômicas reflexões acerca do ofício do próprio Schopenhauer, isto é, o ato de pensar, a escrita, a leitura, a avaliação de obras de outras pessoas, o mundo erudito como um todo. São eles: “Sobre a erudição e os eruditos”, “Pensar por si mesmo”, “Sobre a escrita e o estilo”, “Sobre a leitura e os livros” e “Sobre a linguagem e as palavras”.
Embora redigidos na primeira metade do século 19, estes ensaios, ao tratar sobre o mundo das letras, os vícios do pensamento humano, as armadilhas da escrita e da crítica, continuam válidos – hoje talvez mas do que nunca. E, marca personalíssima do autor, são modernos, pulsantes de vida, de inteligência e humor.

A arte da ficção – David Lodge

A arte da ficçãoO aclamado romancista e acadêmico britânico David Lodge presenteia com esse livro todos aqueles que têm interesse em saber como funciona a arte da ficção. Em cinquenta artigos curtos, escritos em linguagem coloquial, cheios de verve e humor, são abordados aspectos do fazer literário como a construção do começo e do final dos romances, a manipulação temporal, o uso do suspense, a escolha do ponto de vista, do nome dos personagens, do título e da estrutura narrativa.
Lançando mão de suas habilidades como professor de literatura e escritor, Lodge usa como exemplos trechos tirados de obras-primas de grandes autores e conduz o leitor por um incrível passeio pelo universo da ficção.

Perca o medo de escrever – Inez Sautchuk

Perca o medo de escreverEscrever bem não é somente dominar a norma gramatical culta, ou seja, deixar de cometer erros de português. O bom texto escrito consiste também na objetividade, na clareza, na concisão com que são tratados os assuntos e na forma como as ideias vêm organizadas em nossa produção de texto – seja qual for sua finalidade.
Em seu livro, Perca o medo de escrever – da frase ao texto, Inez Sautchuk, fugindo ao indesejável tom acadêmico, aborda com rara clareza as principais dificuldades na produção de um texto – sejam elas de natureza técnica ou de produção de sentidos – e propõe soluções para escrevermos de maneira eficiente e pessoal.
Sempre acompanhada de um diálogo muito simpático com o leitor, como se estivesse em sala de aula, a autora levanta as mais variadas questões sobre o ato de redigir, trazendo, com grande precisão didática, propostas de exercícios para (auto)verificação do aprendizado. As respostas podem ser destacadas e conferidas ao final da obra – o que torna este livro pensado para eficiente e rápida consulta em salas de aula de graduação, pós-graduação ou fora delas.
Em Perca o medo de escrever – da frase ao texto, leitores, professores e alunos não encontrarão apenas um simples manual de redação, mas uma obra fundamental, que reúne teoria e prática vigilante no caminho proposto pela autora para o sucesso da empreitada – sem medo – de escrever bem.

Para ler como um escritor – Francine Prose

Para ler como um escritorVirgínia Woolf, Jane Austen, Nabokov, Philip Roth, Flaubert e Tchekov. Esses são alguns dos nomes que compõem a eclética lista de autores a quem Francine Prose dedica uma leitura atenta e cuidadosa, em busca do segredo do “escrever bem”.
De cada um extrai valiosas lições, e surpreende o leitor com um olhar novo sobre a literatura, que foge do modelo dos manuais tradicionais.
Para ler como um escritor figurou por semanas na lista de mais vendidos do New York Times, que o indicou como Livro Notável de 2007. Com acréscimos de Ítalo Moriconi à edição brasileira, esta é uma obra indispensável para o escritores iniciantes e leitores inveterados…

Para ler literatura como um professor – Thomas C. Foster

para-ler-literatura-como-um-professorOs livros e poemas carregam muito mais informações do que as simples palavras escritas em suas páginas. Metáforas, símbolos e duplos-sentidos são uma constante que podem enganar o leitor.
Mas como entender o que uma obra literária realmente quer dizer?
Para ler literatura como um professor ensina a observar as entrelinhas e subir um degrau na compreensão do que se lê.
Neste guia prático e cheio de curiosidades sobre literatura, Thomas C. Foster mostra como pode ser simples e gratificante desbloquear essas verdades ocultas e descobrir um mundo onde uma estrada representa uma busca; uma tentativa de reencontrar-se; ou uma refeição partilhada pode significar uma comunhão; e onde a chuva nunca é apenas chuva.
Com uma variedade de temas importantes, estilos literários, conteúdos e formas narrativas, Para ler literatura como um professor é a estrada perfeita para transformar seu hábito de ler numa experiência mais enriquecedora, prazerosa e divertida.

Ensaios sobre a literatura – Umberto Eco

umberto-eco-sobre-a-literaturaA leitura de obras literárias nos obriga a um exercício de fidelidade e de respeito na liberdade da interpretação.
Há uma perigosa heresia crítica, típica de nossos dias, para a qual de uma obra literária pode-se fazer o que se queira, nela sendo aquilo que nossos mais incontroláveis impulsos nos sugerirem.
Não é verdade.
As obras literárias nos convidam à liberdade da interpretação, pois propõem um discurso com muitos planos de leitura e nos colocam diante das ambiguidades, da linguagem e da vida.

A criação literária – Massaud Moisés

criacão literáriaDesde sua edição inicial e ao longo de sucessivas impressões, ‘A Criação Literária’ consagrou-se como a mais adequada e fidedigna introdução à Teoria da Literatura de que dispõe o leitor brasileiro, particularmente o estudante e o estudioso de Letras. Isso porque, embora se apoie em vasta e categorizada bibliografia estrangeira, seu autor não se limita a repetir pontos de vista alheios, mas cuida antes de estabelecer conceitos próprios, em função de sua visão da Literatura Brasileira e Portuguesa. Não poucos desses conceitos já se integraram ao acervo de conhecimentos úteis e indispensáveis à análise e interpretação de textos literários.

A criação Literária: Prosa – Massaud Moisés

IMG_4234A criação literária é um livro fundamental para a compreensão e estudo dos variados gêneros da prosa que integram a natureza da literatura. As formas em prosa, tais como o conto, a novela, o romance, o ensaio, a crônica, o teatro e outras expressões híbridas, como oratória, jornalismo, poesia didática e historiografia, são examinadas em suas páginas por métodos didáticos de fácil entendimento e assimilação pelo estudante e pelo leitor. Isso explica o êxito da obra. Apresenta com clareza o histórico, os conceitos e a natureza dos gêneros literários em prosa. Livro de interesse fundamental para estudantes de literatura, de jornalismo, de historiografia e para os leitores em geral, que nele encontrarão elementos totais para a compreensão dos gêneros literários em prosa. Uma obra que se recomenda pelas suas lições permanentes sobre a temática da literatura.

Cartas a um jovem escritor – Mario Vargas Llosa

Cartas a um jovem escritorMario Vargas Llosa condensa uma vida de escritor, leitor e pensador neste imprescindível manual para aspirantes a escritores. Ao utilizar contos e romances de autores do mundo todo – Borges, Bierce, Céline, Cortázar, Faulkner, Kafka, Robbe-Grillet – ele desnuda o funcionamento interno da ficção, todo o tempo incitando os jovens escritores a não perder contato com o impulso elementar para criar. Coloquial, eloquente e suavemente erudito, este livro será lido e relido por escritores jovens ou não, escritores de amanhã e todos aqueles interessados no mundo das letras.

Confissões de um jovem romancista – Umberto Eco

Confissões de um jovem romancistaUmberto Eco é um dos intelectuais que deram rosto ao século xx. Reconhecido no mundo todo como ensaísta, o professor de linguística e semiótica de Bolonha surpreendeu quando, em 1980, com quase cinquenta anos, publicou o romance O nome da rosa, imediato fenômeno de público.
Nos quatro ensaios deste livro, escritos “apenas” trinta anos depois, Eco discorre alegremente sobre seus segredos de escritor: como montar um romance (ou um ensaio) desde os preparativos, passando pela criação dos personagens e a composição da trama, e realizar o ato mágico de encantar o leitor com palavras.

O livro do escritor – Inspiração, Criação, Técnica

o livro do escritorNum tempo em que tantos procuram receitas para a arte da escrita, o Livro do escritor oferece conselhos, regras, decálogos de alguns dos maiores criadores literários do Brasil e do mundo, além de brindar o leitor com começos e finais de romances ou contos memoráveis. Entre uns e outros, reflexões brincalhonas, debochadas, sérias, densas – sempre de acordo com o estilo de cada um. O conjunto da obra:uma maravilha.


Vencendo o desafio de escrever um romance – Ryoki Inoue

Vencendo o desafio de escrever um romanceEscrever um romance! Tornar-se escritor!
Nesta obra, o autor com maior número de títulos publicados no mundo conta ao leitor como se dá o seu processo criativo e explica os passos fundamentais para escrever um best-seller.
Utilizando uma linguagem clara e dinâmica, Ryoki Inoue aborda a estrutura do romance e seus aspectos mais importantes, revela as etapas necessárias para escrever uma boa história – do mote inicial à fase final de execução da obra -, fala sobre os principais tipos de leitor e mostra como montar um projeto literário de sucesso. Ele trata o processo criativo e redacional como técnica, enfatizando a disciplina, a pesquisa e a organização.
Assim, a obra traz informações valiosas tanto para escritores iniciantes como para os que já publicaram e desejam se aprimorar.

O caminho das pedras – Ryoki Inoue

O caminho das pedrasExatamente 1035 livros escritos. Uma média de 128 laudas por dia. São números dignos de registro. E são precisamente esses números que levaram Ryoki Inoue ao Guinness, o Livro dos Recordes.
Ao longo desses anos, Ryoki Inoue sempre foi indagado sobre o segredo de sua espantosa capacidade de produção literária. Finalmente, o autor decidiu contar seu método de trabalho e nos ensinar O Caminho das Pedras.
O leitor perceberá que Ryoki não faz apologia de uma criatividade mágica, ou seja, não trata de um segredo que não possa ser alcançado. Ao contrário, sua ênfase é na organização, na disciplina e na seriedade como fatores essenciais para a criação e produção de uma obra literária.
O livro de Ryoki é dirigido basicamente àqueles que procuram escrever profissionalmente, embora não se omita em discorrer sobre o prazer de escrever. Os seus métodos de trabalho são igualmente valiosos para o ensino da redação, bem como para aqueles que simplesmente queiram romper seus bloqueios e dar vazão ao seu desejo e potencial de dominar a palavra escrita.

Sinfonia para Vagabundos – Raimundo Carrero

Sinfonia para vagabundosEste livro oferece ao Recife seu hino definitivo, mostrando-lhe sua verdadeira cara, seu cheiro, seus ruídos, seus fantasmas. Assim é o livro. Tem o mais puro lirismo e o mais duro e cru realismo. Um livro que afaga e que apedreja. Um livro estranho e inquieto, que vem para comover e espantar, para encarar e incomodar, para derrubar tabus e preconceitos. Um livro revolucionário!


A preparação do escritor – Raimundo Carrero

A preparação do escritorNeste volume, Carrero toma por base a duração psicológica do leitor, que começou a trabalhar no site Portalliteral, do Rio de Janeiro, onde aplicou aulas e exercícios. Revela, por exemplo, que uma boa estratégia narrativa pode seduzir o leitor mais exigente, sem perder a sofisticação. Um caminho para exame e aprendizado.
Em sala de aula da Oficina de Criação Literária que mantém no Recife – além das frequentes viagens a inúmeros estados brasileiros -, o autor convida os alunos a ler clássicos, desde a Odisséia, de Homero, até Um coração simples, de Flaubert, discutindo que recursos eles usaram para estruturar a obra, a partir da escolha de palavras até a montagem geral.
Além de definir e classificar cenas, cenários e diálogos, os alunos aprendem que é preciso ter um ponto de vista para um exato foco narrativo.
Por isso, para o autor, as duas técnicas não são a mesma coisa. Ponto de vista é a maneira como o escritor – ou o personagem – vê e reflete sobre a condição humana. Foco narrativo é a técnica escolhida para conduzir o texto, nos seus mistérios e nas suas estratégias.
É um trabalho cuidadoso, sutil, elaborado, que o leitor encontrará aqui, exercitando-se a cada aula e, ainda mais, estudando a bibliografia com notas e análises, além de novos exercícios, que sempre levam a permanentes reflexões. Sem dúvida, um guia que se mostra inteiro para preparar o autor de ficção no Brasil.

Os segredos da ficção – Raimundo Carrero

os segredos da ficçãoO romancista e contista premiado, Raimundo Carrero, revela em ‘Os Segredos da Ficção’, os caminhos da arte de escrever narrativas, e também que a literatura está ao alcance de todos aqueles que tem o impulso de criá-la. Mas é preciso ter perseverança e trabalhar duro para transformar suas idéias em contos, novelas e romances. Não há receita para a boa literatura, existem, sim, caminhos para chegar a ela. E é nestas trilhas que Carrero guia o leitor, falando diretamente a ele com a ajuda de ilustres companheiros de viagem como Lygia fagundes Telles, Jack Kerouac, Gustave Flaubert, Mario Vargas Llosa, para citar alguns- gênios de diversos estilos e épocas que têm em comum a disciplina e o rigor de seus universos ficcionais.
Dividido em três capítulos, no primeiro – ‘A Voz narrativa’, o autor escreve sobre os tipos de narrador; interação autor e personagem; os mestres e encontrando a própria voz. No segundo-‘O Processo Criador’, os temas são intuição, técnica pulsação narrativa e organização. E no terceiro- ‘A Construção do Personagem’, Carrero discute gênese, conhecimento, apresentação, classificação e desenvolvimento.

Escrevendo com a alma – Natalie Goldberg

Escrevendo com a almaO livro clássico de Natalie Goldberg sobre o escrever inspirou escritores durante duas décadas. Escrevendo sob a perspectiva tanto de um experiente professor de redação como de um praticante Zen, Goldberg estimula escritores a confiar em si mesmos e prega uma atitude complacente e generosa para com o ofício, ao mesmo tempo conferindo à disciplina seu devido papel. Este livro deveria estar na estante de todos os escritores.


Como ler um escritor – John Freeman

Como ler um escritorEm seu texto de introdução de Como ler um escritor, John Freeman ressalta: “Sempre achei uma experiência eletrizante encontrar romancistas. Não é a mesma coisa de topar com uma celebridade, quando nossos olhos se reajustam aos verdadeiros contornos físicos de alguém visto primordialmente nas telas. Tem mais a ver com perceber que o criador de um mundo fictício, um universo que vive dentro de você como leitor e ao mesmo tempo parece estranhamente incorpóreo, não é tão interior quanto esse mundo, e sim alguém vivo, de carne e osso”.
Em conversas informais, reunidas ao longo de anos de entrevistas, John Freeman, crítico literário, escritor e ex-editor da revista Granta, procura desvendar não só os livros, mas o que pensam alguns dos mais proeminentes escritores da atualidade. Dos estreantes aos consagrados; dos polêmicos aos mais reservados. Experiente no ofício e com acesso privilegiado a grandes autores contemporâneos, o resultado é um rico mosaico sobre as maneiras de pensar a literatura hoje.
Nos últimos 15 anos, sempre que um romance era publicado nos Estados Unidos, Freeman estava lá para avaliá-lo. Escrevendo para mais de uma centena de jornais ao redor do mundo, o autor resenhou milhares de livros e entrevistou uma série de escritores.
Em Como ler um escritor, ele reúne os perfis dos mais importantes nomes da literatura atual e procura compartilhar com o leitor o que aprendeu ao longo dessas conversas. Sua lista é abrangente. Vai de autores internacionais, como Haruki Murakami, Mo Yan e Orhan Pamuk, aos norte-americanos consagrados, como Norman Mailer, Philip Roth e John Updike, passando pela geração mais recente – mas não menos brilhante – de Jonathan Franzen e David Foster Wallace.

Ofício da palavra – José Eduardo Gonçalves

Ofício da palavraO que move o escritor? Para responder a esta pergunta e tantas outras que gravitam em torno do ato de criação literária, nasceu o projeto Ofício da Palavra, em Belo Horizonte. Todos os meses, no Museu de Artes e Ofícios, o projeto promove um encontro aberto e gratuito do autor com o seu público. Com este livro intenso, revelador e cheio de boas histórias, o Ofício da Palavra traz agora uma primeira seleção de alguns dos melhores encontros realizados desde o seu início, em novembro de 2006.
São 11 autores que refletem o que há de melhor na literatura contemporânea em língua portuguesa: Luiz Ruffato, Milton Hatoum, Ferreira Gullar, Cristovão Tezza, Bernardo Carvalho, Silviano Santiago, Ignácio de Loyola Brandão, Daniel Galera, Maria Esther Maciel, Carola Saavedra e Gonçalo M.Tavares. São todos craques na arte de nos seduzir pela palavra.
Cada depoimento, editado especialmente para esta publicação, em ordem cronológica de apresentação, é um mergulho profundo no universo dos que vivem do ofício da escrita. Dos métodos de trabalho ao reconhecimento de influências, dos detalhes envolvendo a tessitura de um livro à relação com crítica e leitores, o que se expõe aqui é muito mais do que a biografia de escritores relevantes. Em seu conjunto, trata-se de um retrato raro e emocionante da literatura produzida hoje em nossa língua, na voz direta de seus protagonistas.



6 Comments

  1. Laert, que bacana este post. Escrever é uma das coisas que tento mobilizar em minha vida, mas realmente não é fácil. Entre ter ideias e colocá-las no papel de forma estruturada e até forma um livro é uma tarefa gigante. Gostei bastante da lista e anotei algumas dicas. Meu medo é só eu colocar a leitura destas obras como condição para começar a escrever.. rsrsrsrsrs
    Acho que o ideal é começar começando mesmo, e ir embora!

    • Obrigado Neca.
      Eu fiz isso sem querer: comecei a ler e condicionei a leitura para começar a escrever. Recomendo NÃO fazer isso. Não me arrependo nem acho que perdi tempo. Mas acredito que poderia ter praticado muito mais.
      Jogue duro aí. Vamos falando pois tenho interesse de ler o que os amigos estão escrevendo. Você, com certeza, tem qualidade literária.
      Forte abraço.

  2. Parabéns pelo POST Laert! Eu escrevo, mas por enquanto para mim e por mim! Acordar muitas vezes as 4h30 para ter aquelas 2h para me dedicar a esta paixão e cachaça é no mínimo um atentado contra a preguiça! É solitário, mas garanto, muito recompensador! E o que escrevo? Por hora pensamentos e reflexões de um sujeito que já encontra com alguma bagagem para contar aos netos! Avante companheiros de escrita!

    • Bacana Weberson.
      Um dos hábitos que eu preciso mudar (eu acho) é o de acordar mais cedo. E para isso, preciso dormir mais cedo. O problema está aí.

  3. Parabéns, velhinho! A gente sempre quer fazer muita coisa, mas se dedica pouco. É difícil combater o comodismo ou fazer grande exercício em mudar hábitos. Saiba que sou sua leitora fiel. Prossiga!

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