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	<title>Laert Yamazaki &#187; Post</title>
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		<title>Old is Cool</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Mar 2013 00:11:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laert Yamazaki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Evento]]></category>
		<category><![CDATA[Post]]></category>

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		<description><![CDATA[Natal de 1983. Aos 10 anos e com um nível de ansiedade comparável a de um hamster correndo perigo, eu esperava a manhã do dia 25 para abrir o meu presente. Não poderia abrí-lo antes, mesmo sabendo que ele estava no maleiro, para que minha irmã não desconfiasse da inexistência do bom velhinho. No grande [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[Natal de 1983.<br />
Aos 10 anos e com um nível de ansiedade comparável a de um hamster correndo perigo, eu esperava a manhã do dia 25 para abrir o meu presente. <span id="more-81"></span>Não poderia abrí-lo antes, mesmo sabendo que ele estava no maleiro, para que minha irmã não desconfiasse da inexistência do bom velhinho.<br /><br />
No grande dia, acordo cedo, corro para a sala e o meu troféu, minha preciosidade estava ali, me esperando ao lado da árvore de natal.<br /><br />
Apesar do entusiasmo perceptível pela taquicardia abri o presente lentamente, sem rasgar o papel, praticamente um &#8220;unpacking&#8221; orgasmático. Foi melhor assim, uma das melhores sensações para um jovem nerd.
Porém, fui forçado a me alimentar e, acreditem, sair para a praia sem mesmo ter ligado o meu novo video-game, um Atari 2600, na televisão. Um trauma que me persegue até hoje. Desde então, odeio praia.
Lembrei de tudo isso hoje de tarde quando visitei um evento chamado Gamepólitan, uma feira de jogos eletrônicos, com mais dois amigos da &#8220;velha guarda nerd&#8221;.<br /><br />
Mas o que mais me chamou a atenção não foram os consoles e os games antigos. Notei que a comunidade mais numerosa nesse evento era composta por jovens estranhos, travestidos de personagens de animes e games (cosplay), andróginos e futuros desajustados sociais. O evento tinha muito mais uma tônica de local de encontro desses jovens do que uma feira de games. Prato cheio para um estudo sociológico mais aprofundado.
A feira não era muito extensa. Uma pequena parte de um pavilhão do centro de convenções com alguns stands vendendo fantasias e bugigangas, além de algumas &#8220;arenas&#8221; de torneios de jogos e um espaço para palestras. Se não houvesse a multidão de walking nerds em busca de seus pares, podia-se percorrer toda a extensão da feira em menos de 3 minutos.<br /><br />
Talvez, de forma ingênua, pensei que fosse resgatar um pouco daquele entusiasmo ao entrar em uma feira de games. Mas tudo mudou e eu percebi que me tornei um tiozinho saudosista, para não dizer um velho careca ultrapassado.<br /><br />
De qualquer forma, aguardo ansiosamente o lançamento do Playstation 4, estou tentando aprender com meu filho o verdadeiro sentido de se jogar Minecraft e o Atari é apenas um imã na minha geladeira.<br /><br />


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<br /><br />]]></content:encoded>
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		<title>Começou o carnaval de Salvador</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 17:33:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laert Yamazaki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Assim não]]></category>
		<category><![CDATA[Post]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
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		<category><![CDATA[festa]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu não gosto do carnaval de Salvador como está agora. Mas acho o conceito de carnaval algo fantástico. Uma pena que uma coisa não tenha absolutamente nada a ver com a outra. O tempo passou e ao invés de evoluir, a festa tomou um rumo degradante em todos os aspectos. Parece que quanto pior a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<br /><br />
Eu não gosto do carnaval de Salvador como está agora.<br />
Mas acho o conceito de carnaval algo fantástico. Uma pena que uma coisa não tenha absolutamente nada a ver com a outra.<br />
O tempo passou e ao invés de evoluir, a festa tomou um rumo degradante em todos os aspectos. Parece que quanto pior a festa fica, mais os foliões adoram.<span id="more-47"></span>
<br /><br />
Para começar temos as boas vindas dos circuitos impregnando nosso olfato, com o internacionalmente famoso cheiro de urina. Uma das atrações da festa, sem dúvida.<br />
Acredito que seria bem diferente se não houvesse esse fedor. Coisa de animal selvagem, né? Marcar o território com a própria urina. Tape os olhos de qualquer pessoa, coloque-a no meio da folia, mesmo no completo e absoluto silêncio e ela identificará imediatamente onde ela está. Taí um produto que seria interessante para os apaixonados pela festa: aromatizante de veículos. Em vez de flores do campo, lavanda, uva ou qualquer perfume com nomes duvidosos, teríamos o urina experience, mijo folia ou lago dourado. Dessa forma, quando você saísse com seu carro, ligaria o som bem alto, tocando as porcarias carnavalescas atuais e teria uma experiência do carnaval de Salvador nos outros 358 dias do ano. Alegria, alegria é o estado que chamamos Bahia.
<br /><br />
E por falar em música, há controvérsias. Não queria entrar nesse mérito, até porque temos o envolvimento de referências e gostos pessoais. Não resta dúvida que existem músicos fantásticos em cima dos mamutes eletrônicos (os trios elétricos), estudiosos, virtuosos. Mal remunerados em sua maioria, aproveitam a indústria da mediocridade musical para ter um pouco mais de dignidade em sua vida, regrada e imprevisível. Não é suposição minha. Além de muitos amigos músicos, também já fui um. Toquei em palco, toquei em trio, fiz turnê. Um prostituto musical, como costumo dizer. A diversão e a esbórnia é garantida…mas o salário, ó…
<br /><br />
Também não queria falar nos artistas que fazem sucesso por aí. Assumo o meu preconceito cultural. Analfabetos funcionais, oferecem apenas a habilidade de fazer as pessoas tirarem os pés do chão, colocar as mãozinhas pra cima e se imaginar flutuando num céu de alegria e repetindo refrões monossilábicos em loop infinito. Coisa que nossos ancestrais mais longínquos já faziam com destreza. A única coisa que mudou foi o tacape, que agora é inflável, tem formato fálico e é patrocinado pelo seu banco ou bebida favorita. Bem pertinente ao conceito da festa.<br />
Exigir que esses artistas tenham algum nível cultural para que formulem frases completas sem dar um gritinho ou falar que a Bahia é festa, seria demais, né? Obviamente estou generalizando. Sei que tem gente boa por aí também. Mas esses estão calados ou dando gritinhos e dizendo que a Bahia é festa. Ô nanaê, vem bananear ê ô.
<br /><br />
E a festa, hein? Como mudou.<br />
Carnaval era uma festa popular. Não mais. O que vemos hoje é um circuito margeado por gigantescos camarotes e quase nenhum espaço para o folião da pipoca, que levava esse nome por causa da conotação de pular durante o carnaval. Hoje, ele é pipocado de murros e pontapés se chegar perto da corda de um condomínio itinerante, com vizinhos padronizados e que não quer se misturar com as pessoas que não tem ou não querem gastar seu dinheiro, alugando o direito de usar um espaço público. Sob outro ponto de vista, os blocos parecem uma boiada. O berrante eletrônico vai tocando o gado nessa grande fazenda chamada Salvador. Enquanto isso, &#8220;porcos em lama se comprazem, mais que em água limpa&#8221;.
<br /><br />
Hoje tem até camarote com &#8220;experiência de pipoca&#8221;. Um pequeno cercadinho onde os privilegiados do simulacro da alegria podem chegar um pouco mais perto da &#8220;prisão&#8221; às avessas: onde os presos estão soltos e o público admira dentro de celas requintadas : sala de massagem, DJ, maquiadores, abadá stylist, hair stylist, japanese food, lounge temático, heliporto, acupuntura, boate, open bar, <em>all inclusive inside you</em>. O glamour e a sensação de participar de um reality show de mulheres e homens ricos em plena folia, com direito a salto alto, jóias, maquiagem exagerada, abadás estilizados e perfume extreme mode on. Um forno de frango assado. Rodando e rodando no espeto numa vitrine de futilidade. Ode à beleza grega assentada na tragédia, da peça que é o carnaval.<br />
Essa situação, obviamente, atrai o ser humano de diversas partes do planeta. Pegam seus aviões dos mais longínquos cantos para participar sem regras e restrições da maior orgia social do mundo. Vem fazer aqui o que não podem fazer em suas cidades, em seus países, sob pena de serem presos. Aqui tá liberado. É carnaval.
<br /><br />
Aborde quem você quiser, da forma como você quiser, sem medo de ser mal interpretado. Bêbado ou não, puxe pelo cabelo, segure a cintura, dê uma gravata. Trate primitivamente. Elas jamais vão assumir que gostam. Mas estão ali, disponíveis exatamente pra isso. Ok, ok…generalizando de novo. Muitas estão ali, disponíveis exatamente para isso. Pronto.
<br /><br />
Falta pouco para apreciarmos as orgias romanas tal qual como foram há séculos. Todos nus, drogados, bêbados, masturbando-se e comendo-se em um festival de promiscuidade, aberrações e proliferação de doenças. Mangueiras de nervos cavernosos despejando os fluidos genitais como combustível da alegria.<br />
Na sua cara. Ao vivo e em rede nacional. Aliás, rede internacional. O pau elétrico penetrando no mundo, definitivamente, sem lubrificante social.
<br /><br />
Que pena hein, Dodô e Osmar?<br /><br />]]></content:encoded>
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		<title>&#8230;e eu não comprei o iPhone 4S.</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 04:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laert Yamazaki</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Como assim, Laert? Logo você? Não comprou por que?&#8221; Vou ouvir isso umas 300 vezes. Tenho certeza disso. As pessoas que me conhecem sabem o quanto eu sou um Apple Addict e não deixo de comprar as novidades que a Apple joga no mercado. Claro, as novidades que me interessam. Mas hoje, dia do lançamento [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[&#8220;Como assim, Laert? Logo você? Não comprou por que?&#8221;
<br /><br />
Vou ouvir isso umas 300 vezes. Tenho certeza disso.<br /><span id="more-42"></span>
As pessoas que me conhecem sabem o quanto eu sou um Apple Addict e não deixo de comprar as novidades que a Apple joga no mercado. Claro, as novidades que me interessam.<br />
Mas hoje, dia do lançamento do iPhone 4S no Brasil, eu não comprei. Foram vários os motivos.
<br /><br />
Deixe-me contextualizar:<br />
Minha operadora de telefonia celular, em todo lançamento da Apple (ou alguma novidade como o Galaxy Tab) me convida para participar do coquetel de lançamento para a imprensa e alguns clientes.<br />
Sou muito agradecido e feliz por receber esses convites sempre que há uma novidade. Hoje não foi diferente.
<br /><br />
O que aconteceu de diferente é que o &#8220;clima&#8221; não estava adequado à compra do iPhone. Vou tentar explicar isso melhor para vocês.
<br /><br />
Bom, cheguei por volta de 23:00h na frente da loja e já havia algumas pessoas esperando o shopping fechar para iniciar o coquetel. O convite dizia que iríamos começar às 23:30h, então, tava tudo bem esperar por ali mesmo e aproveitar para bater um papo com algumas pessoas que tinham cara de fãs da Apple. Só identifiquei uma pessoa, que veio falar comigo.
<br /><br />
Formou-se uma fila, iniciativa de uma das pessoas que estava na frente da loja, para evitar a baderna de entrar todo mundo de vez quando começasse o coquetel ou para pegar a senha de atendimento.
<br /><br />
&#8220;Senha de atendimento&#8221;? Assim de cara? Sem uma conversa? Uma paquera?<br />
É&#8230;na lata, cumpadi. Quer romance? vá ler um livro!
<br /><br />
Então ficamos ali na fila até que às 23:45h alguns atendentes da loja começaram a chamar algumas pessoas para entrar. Que não estavam na fila. Legal, né? Uma mulher que estava atrás de mim na fila falou com uma das atendentes&#8230;oi, tudo bem? Tudo jóia&#8230;ah, venha, pode vir. Afinal, fila pra que, né?
<br /><br />
E o japonês careca com cara de &#8220;tudo bem, vai começar e vou comprar o iPhone 4S, legal!&#8221;.
<br /><br />
Entramos na loja formando a fila para pegar a senha de atendimento. As pessoas eram direcionadas às baias e pronto.
<br /><br />
&#8220;Pronto?&#8221;
<br /><br />
É&#8230;foi só isso.<br />
Não tinha um 4S pra gente degustar, não tinha explicações dos planos e valores. Não tinha &#8220;clima&#8221; de venda de um iPhone 4S. Experiência de usuário, que tanto a Apple trabalha para entregar&#8230;lhufas!<br />
Conversei rapidamente com a pessoa que me convidou. Ela prontamente e gentilmente me entregou um press release com alguns dados sobre a operadora, algumas coisas sobre o iPhone e os preços dos planos e dos aparelhos. Mas a maioria das pessoas não tinham essas informações.
<br /><br />
Talvez eu esteja velho mesmo. Mas eu sinceramente esperava mais. Muito mais.
<br /><br />
Vamos lá: se estivéssemos vendendo um saco de pipoca, um cartão telefônico ou um chiclete, beleza. Não teria nenhuma outra expectativa com relação ao evento.
<br /><br />
Mas a proposta é vender um dispositivo móvel caro, que revolucionou a maneira como usamos os celulares, que entrega uma experiência de uso fantástica, que tem todo um planejamento de marketing por trás disso, que é uma das marcas mais valorizadas do mundo.<br />
E é assim que eu tenho que comprar um iPhone? &#8220;toma aqui tua senha e vai pagar, seu nerd doente&#8221;?
<br /><br />
Não estou aqui colocando a culpa na minha operadora. Ela e todas as outras fazem do mesmo jeito. Vendem da mesma forma. E independente de minha opinião, vão continuar vendendo que nem água, porque estão apoiadas no fantástico produto. O esforço delas é praticamente ZERO.
<br /><br />
Não pra mim.<br />
É inevitável que eu compre o 4S&#8230;mas não dessa forma. Ou talvez até dessa forma mas em outra ocasião. Se é pra ter um coquetel de lançamento, que tenha com ENCANTAMENTO. Sabe o que é isso? Se você mora na Bahia, tá longe de saber&#8230;atendimento aqui é &#8220;ótimo&#8221;.
<br /><br />
Pô, depois de entregar a minha senha para um carinha que chegou depois, eu sai frustrado com essa experiência.
<br /><br />
Me chamam às 23:30h pra esperar numa fila no shopping.<br />
Me entregam uma senha sem nem conversar comigo pra saber qual expectativa eu tenho desse evento.<br />
Não tenho informação nenhuma ao chegar no local.<br />
Não posso testar o aparelho.
<br /><br />
E pra quem não conhece como eu conheço? Explicaram o que é a SIRI? Disseram que a câmera tem 8Mpx?
<br /><br />
Na minha concepção, que provavelmente está errada pro resto do mundo, comprar um iPhone é ter uma experiência desde o momento do convite até fazer a primeira ligação. Abrir uma caixa do iPhone já é uma experiência fabulosa. Mas quebrar esse encantamento e nos tratar como meros &#8220;pagantes&#8221;&#8230;isso eu não quero. Pelo menos não aceito em um coquetel de lançamento.
<br /><br />
Tive muitas ideias vindo pra casa em como transformar um evento desses em algo Apple Like.<br />
Mas é óbvio que eu não vou dizer isso aqui.
<br /><br />
Atenção operadoras: querem saber? Peguem uma senha e me contratem como consultor.<br />]]></content:encoded>
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		<title>Sustentabilidade?</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 02:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laert Yamazaki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Post]]></category>
		<category><![CDATA[Tá bom...]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Virou moda mesmo. A palavra sustentabilidade é o termo utilizado de pseudo-ambientalistas xiitas a bancos nos comerciais de tv. Tudo agora é sustentável. Todo mundo está preocupado com o meio ambiente. Em qualquer lugar que você vá, qualquer programa que você assista, qualquer pessoa que converse com você, qualquer folder institucional de empresa, você encontra [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[Virou moda mesmo.<br />

A palavra sustentabilidade é o termo utilizado de pseudo-ambientalistas xiitas a bancos nos comerciais de tv. Tudo agora é sustentável.

<span id="more-35"></span>Todo mundo está preocupado com o meio ambiente.<br /><br />

Em qualquer lugar que você vá, qualquer programa que você assista, qualquer pessoa que converse com você, qualquer folder institucional de empresa, você encontra o termo ou algo do tipo: &#8220;de acordo com as boas práticas de sustentabilidade&#8221;.<br /><br />

<strong>P.N.</strong>
<br /><br />
Claro, há realmente empresas e pessoas que se preocupam e tem &#8220;atitudes sustentáveis&#8221;. Mas daí utilizar esse discurso como material de venda de sua reputação social ou econômica, complica.<br />
<br />
Primeiro porque as pessoas não sabem o que é sustentabilidade. Hoje mesmo eu fui em uma mostra de decoração chamada &#8220;Viver mais por menos&#8221;, que de &#8220;menos&#8221; não tem absolutamente nada. Ambientes que custam metade do valor de um apartamento são um absurdo. Cadeiras de 12 mil reais? A proposta não era viver pagando menos? Ou os profissionais de decoração são imbecís e não entenderam a proposta da mostra ou são realmente uns espertos deslumbrados com a comissão que ganham das lojas pela venda dos produtos. Será que eles colocaram aqueles produtos lá porque são bons e custam menos ou porque se houver compras (já que estavam todos à venda) eles ganham um bom &#8220;agradecimento&#8221;?<br /><br />

Além disso, em todo ambiente que você entra tem uma pessoa explicando de quem é o ambiente. Não falam da proposta e sim de quem é o ambiente. OK, esse ambiente é de fulana de tal. E ela colocou essas caixas de frutas laqueadas e pedaços de garrafas Pet na parede como proposta de sustentabilidade. Sustentabilidade? Aonde? Alô idiota, o nome disso é reciclagem! E bastante oportunista, já que você pega uma caixa de frutas, laqueia e vende por uma fortuna como estante. Sustentabilidade&#8230;<br /><br />

Outra coisa, o discurso da sustentabilidade é importante para quem o utiliza mas poucos são os que praticam. E isso porque a sustentabilidade de verdade não é interessante pra muita gente. Já pensou o quanto de imposto será &#8220;perdido&#8221; se produzirmos nossa própria energia ou se extrairmos ela das fontes inesgotáveis? Água, energia, combustível, alimento&#8230;quem quer perder esse filão?
Quem vai pagar mais caro no final das contas para consumir produtos &#8220;sustentáveis&#8221; que custam mais caro do que os &#8220;não-sustentáveis&#8221;? Isso vai acontecer no país do &#8220;meu pirão primeiro&#8221;?<br /><br />

Vamos ser francos. O máximo que você vai fazer é separar as latas de cerveja que você vai tomar em casa com os amigos em uma sacola plástica achando que está tomando uma postura &#8220;sustentável&#8221;. E mesmo assim, vai jogar no lixo do prédio junto com a sacola de lixo orgânico.<br /><br />

Sustentabilidade? Recicle esse discurso, por favor.]]></content:encoded>
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		<title>After the rain</title>
		<link>http://www.yamazaki.com.br/after-the-rain/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2011 03:10:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laert Yamazaki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Post]]></category>
		<category><![CDATA[Coltrane]]></category>
		<category><![CDATA[docência]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>

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		<description><![CDATA[Na Playlist agora: Artista: John Coltrane Album: A Love Supreme Desisti de planejar posts e tentar escrever coisas legais para vocês. Como alguns perceberam, esse &#8220;lag&#8221; ia ser sempre muito grande e acredito que eu realmente não tinha muita coisa interessante para dizer que merecesse um planejamento de post como acontece com os blogueiros que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na Playlist agora:
Artista: <strong>John Coltrane</strong>
Album: <strong>A Love Supreme</strong></p>

<p>Desisti de planejar posts e tentar escrever coisas legais para vocês. Como alguns perceberam, esse &#8220;lag&#8221; ia ser sempre muito grande e acredito que eu realmente não tinha muita coisa interessante para dizer que merecesse um planejamento de post como acontece com os blogueiros que levam seus blogs à sério. <span id="more-27"></span>
Eu me recolho aos textos e posts insignificantes e toco a minha vida…ou meu pseudo-blog, como preferirem.</p>


<p>Estou aqui sentado na varanda, ouvindo Coltrane e curtindo um pouco do clima mais ameno que Salvador tem apresentado esses últimos dias. Confesso que me sinto melhor, não só em termos climáticos mas como pessoa mesmo. O clima frio me acalma e tira um pouco do desconforto extremo que sinto com o calor insuportável daqui.</p>

<p>Engraçado, agora está tocando &#8220;After the Rain&#8221;. Mas parece que vai chover bastante hoje de noite. Já vejo algumas gotículas servindo de lente de aumento para alguns pixels na minha tela.</p>


<p>Por falar em after the rain, lembrei que conversei hoje com o rasta no trabalho sobre uma questão tempestuosa na minha vida durante um tempo: a docência. Sei que já escrevi sobre isso em posts anteriores mas a conversa de hoje serviu para relembrar e tirar mais conclusões sobre esse período. Ele veio tirar algumas dúvidas comigo a respeito de publicação de artigos e como relacioná-los no currículo Lattes. Eu não sabia responder, primeiro porque eu nunca escrevi nenhum artigo acadêmico e segundo porque o meu &#8220;lattes&#8221; está tão defasado quanto as leis brasileiras.</p>


<p>Sugeri que ele procurasse o Zé, amigo e professor doutor. Acadêmico de primeira. Um cara que curte o que faz. E foi a partir daí que eu comecei a pensar sobre a minha passagem pela docência e os contrapontos entre o acadêmico e o mercadológico.</p>

<p>Eu entrei na faculdade para trazer para os discentes (não confundir com decentes) um pouco da minha experiência de mercado. O lado de fora. A selva. Auschwitz.</p>

<p>Claro, tirando um pouco do exagero, queria ilustrar um panorama do que era o dia-a-dia de uma pessoa que trabalha com tecnologias e novidades em um lugar que as pessoas ainda vivem com a mentalidade medieval de mercado. É coisa difícil de se fazer. E acho que não consegui fazer tudo o que gostaria.</p>

<p>A docência, ao mesmo tempo que foi excelente pra mim, foi um problema grande. E até hoje, explicar essa coisa é muito complicada.</p>


<p>Foi excelente no sentido de conhecer muitas pessoas, de ter que ler ainda mais sobre coisas que eu adoro, de me sentir menos subutilizado ao conversar com um vocabulário com um nível mais elevado e com pessoas idem.</p>

<p>Alguns dizem que a riqueza tem seu encantos. Tem mesmo. Mas a cultura e a intelectualidade tem mais ainda. Pelo menos pra mim. Uma pena que é difícil encontrar pessoas que compartilhem desse pensamento atualmente.</p>

<p>Tudo seria muito lindo se eu não fosse um cara tão intolerante.</p>

<p>Foi nesse ponto que o bicho pegou. Eu não soube lidar com indiferença e deitar à noite com a consciência tranqüila. Não fiz nada errado ou pelo menos não o fiz conscientemente.</p>

<p>A imaturidade dos alunos foi um dos fatores determinantes para minha desistência na docência. Claro, não todos…mas uma grande parte. E eu não soube lidar com isso. Talvez a imaturidade tenha sido minha.</p>

<p>No caso do Zé, acho que isso não é um problema. Ele tem maturidade suficiente e equilíbrio para lidar com esse tipo de coisa. Gostaria de ser assim também. Eu acho.</p>

<p>Eu decidi dedicar meu tempo para meu trabalho. Para meus livros à noite em casa. Minha esposa. Meus filmes. Até mesmo dormir. A decisão de ter abandonado a docência foi muito acertada. Ganhei em qualidade de vida, coisa que o salário de docente não pode comprar.</p>

<p>Confesso também que fui assediado diversas vezes para voltar. Por diversas pessoas. Minha resposta sempre foi a mesma: ainda não dá. Não estou preparado para ser professor de novo. Ou simplesmente não quero mais.
Acho que a relação tinha que ser prazerosa para todos. Para mim, pela minha intolerância, não estava sendo.</p>

<p>E assim, passei a noite pensando no assunto. Relembrando. Tentando analisar o porque da minha balança de prós e contras pesou tanto pro lado dos contras. Infelizmente. Ou felizmente para alguns alunos.</p>

<p>Enquanto isso, Coltrane faz a festa dele por aqui. E eu me lembro que eu ouvia isso no carro, voltando para casa, quando aconteciam aulas e situações chatas.  Mas a chuva passou.</p>

<p>Agora tá tocando &#8220;My favorite Things&#8221;. Uma delas é escrever. Acho que esse post marca minha volta ao blog.</p>

<p>Me dêem as boas vindas.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Restart</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Mar 2011 06:01:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Laert Yamazaki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Post]]></category>
		<category><![CDATA[blog]]></category>
		<category><![CDATA[novo]]></category>
		<category><![CDATA[post]]></category>
		<category><![CDATA[reinício]]></category>
		<category><![CDATA[restart]]></category>

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		<description><![CDATA[Não meus caros amigos e amigas. O título desse post não tem nada a ver com a bandinha colorida que está fazendo o maior sucesso entre as pré e recém-menstruadas adolescentes do Brasil. Tem a ver com mudança mesmo. Explico. Se você é leitor do blog, deve estar estranhando esse novo layout. Foi uma surpresa, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[Não meus caros amigos e amigas. O título desse post não tem nada a ver com a bandinha colorida que está fazendo o maior sucesso entre as pré e recém-menstruadas adolescentes do Brasil. Tem a ver com mudança mesmo. Explico.<span id="more-1"></span>
<p>
Se você é leitor do blog, deve estar estranhando esse novo layout. Foi uma surpresa, não foi? Pois é, eu precisava mudar um pouco e, para não mudar nos primeiros dias de janeiro, esperei chegar no mês de março para que vocês não pensassem que essa mudança fosse fruto de promessas ou item de lista de planejamento de início de ano.
<p>
Eu já estava para mudar esse layout faz tempo, mas assim como a regularidade dos posts, isso foi ficando para depois. Agora chegou a hora.
Já havia feito uma mudança como essa em 2006, quando o blog saiu do blogspot para um domínio próprio e em 2008 (se não me engano), quando limpei todos os posts. Estou com esse blog no ar desde agosto de 2004. Já faz tempo mesmo. Sempre foi um repositório de coisas que eu queria compartilhar, coisas que eu queria escrever.
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Nunca teve a pretensão de ser um blog famoso como o dos amigos <a href="http://twitter.com/papodegordo">@papodegordo</a>, <a href="http://twitter.com/macmagazine">@macmagazine</a> ou o <a href="http://twitter.com/metiredesteocio">@metiredesteocio</a>.
Para os que querem ler os posts antigos, eu vou manter um <a href="http://www.laertyamazaki.com.br">outro domínio com o arquivo que estava aqui</a>.
<p>
Agora é a hora de começar novamente, talvez com posts mais interessantes e periodicidade de um blog decente, pelo menos. É isso que eu quero fazer.
<p>
Bem vindos ao novo blog e obrigado pela sua visita.]]></content:encoded>
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