Sustentabilidade?

Virou moda mesmo.

A palavra sustentabilidade é o termo utilizado de pseudo-ambientalistas xiitas a bancos nos comerciais de tv. Tudo agora é sustentável.

Todo mundo está preocupado com o meio ambiente.

Em qualquer lugar que você vá, qualquer programa que você assista, qualquer pessoa que converse com você, qualquer folder institucional de empresa, você encontra o termo ou algo do tipo: “de acordo com as boas práticas de sustentabilidade”.

P.N.

Claro, há realmente empresas e pessoas que se preocupam e tem “atitudes sustentáveis”. Mas daí­ utilizar esse discurso como material de venda de sua reputação social ou econémica, complica.

Primeiro porque as pessoas não sabem o que é sustentabilidade. Hoje mesmo eu fui em uma mostra de decoração chamada “Viver mais por menos”, que de “menos” não tem absolutamente nada. Ambientes que custam metade do valor de um apartamento são um absurdo. Cadeiras de 12 mil reais? A proposta não era viver pagando menos? Ou os profissionais de decoração são imbecí­s e não entenderam a proposta da mostra ou são realmente uns espertos deslumbrados com a comissão que ganham das lojas pela venda dos produtos. Será que eles colocaram aqueles produtos lá porque são bons e custam menos ou porque se houver compras (já que estavam todos í  venda) eles ganham um bom “agradecimento”?

Além disso, em todo ambiente que você entra tem uma pessoa explicando de quem é o ambiente. Não falam da proposta e sim de quem é o ambiente. OK, esse ambiente é de fulana de tal. E ela colocou essas caixas de frutas laqueadas e pedaços de garrafas Pet na parede como proposta de sustentabilidade. Sustentabilidade? Aonde? Alé idiota, o nome disso é reciclagem! E bastante oportunista, já que você pega uma caixa de frutas, laqueia e vende por uma fortuna como estante. Sustentabilidade…

Outra coisa, o discurso da sustentabilidade é importante para quem o utiliza mas poucos são os que praticam. E isso porque a sustentabilidade de verdade não é interessante pra muita gente. Já pensou o quanto de imposto será “perdido” se produzirmos nossa própria energia ou se extrairmos ela das fontes inesgotáveis? ígua, energia, combustí­vel, alimento…quem quer perder esse filão?
Quem vai pagar mais caro no final das contas para consumir produtos “sustentáveis” que custam mais caro do que os “não-sustentáveis”? Isso vai acontecer no paí­s do “meu pirão primeiro”?

Vamos ser francos. O máximo que você vai fazer é separar as latas de cerveja que você vai tomar em casa com os amigos em uma sacola plástica achando que está tomando uma postura “sustentável”. E mesmo assim, vai jogar no lixo do prédio junto com a sacola de lixo orgânico.

Sustentabilidade? Recicle esse discurso, por favor.

5 Comments

  1. Oi, Laert!!
    Finalmente achei alguem que condivide das mesmas “sustentacoes” que eu!!
    Quando fui ao Brasil procurei por pessos que trabalhassem com sustentabilidade e so achei bicho grilo ou bossais tentando se “modernizar” para chamar atencao. Gostaria muito de infiltrar essa ideia na cabeca das pessoas, mas a midia eh poderosa. Tenho intencoes de trabalhar com arquitetura sustentavel no futuro. O problema eh que o ‘mais por menos’ termina com um custo altissimo por falta de recursos e falta de ‘clientela’.
    Aaaaahhhh, e deixa de ser mentiroso!!! kkk
    bjs

    • Hahahahha. Só você mesmo, viu Sisara!
      Pois é, sobre sustentabilidade eu disse o que vejo por aí­. São poucas as empresas que realmente tem um pensamento sustentável. Levar esse tipo de conceito para as pessoas é uma tarefa árdua mas que vale a pena a médio e longo prazo.
      Acho que você deve começar a trabalhar com arquitetura sustentável agora.
      Como exemplo eu cito o empreendimento Syene Corporate, que será lançado em breve pela Syene aqui em Salvador. É o primeiro empreendimento com certificação “green” do Nordeste. Acho que vale a pena você dar uma conferida daqui a alguns dias no site que está sendo desenvolvido. Acho que você vai gostar bastante.
      Além disso, muitos arquitetos estão começando a trabalhar os conceitos de sustentabilidade em seus projetos. Acho que o Marcelo Rosenbaum é um dos que projetam assim. Dá uma pesquisada por aí­ e me diz depois o que vc encontrou.
      Beijão!

  2. E pensar que para exercer algumas práticas que realmente faça a diferença em prol da preservação e conservação do planeta necessita apenas de pequenos grandes gestos. Mais realmente em se tratando de um paí­s que não foi educado (e continua numa maquiagem falsa de sustentabilidade) para tais práticas o que impera é a bandeira do consumismo exagerado. O que percebe-se é que falta muitoooooooo para as pessoas compreenderem o quão importante é preservar, conservar e utilizar o espaço ao qual habita da melhor forma. Digo distante mais precisamente aqui em Salvador, não entendo essa “prática” de se jogar lixo nas ruas… deixam as praias sujas… simplesmente não se sentem responsáveis pelo lixo que os mesmos produziram.

    abçs professor!

  3. Gostei do termo “Paí­s do Meu Pirão Primeiro” hehehe. Mas estendo isso para o “Mundo do Meu Pirão Primeiro”, pois nem a Apple – que você adora – se preocupa com isso. Basta ver a polí­tica de obsolescência programada que eles praticam com os seus produtos…

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