Muitos de vocês sabem que o advento da Internet e da Globalização derrubaram, além de muitos paradigmas da comunicação, as limitações geográficas e permitiram a inserção nunca antes imaginada do indivíduo num contexto tão amplo mundial.
A qualquer momento, em qualquer lugar, de qualquer forma, pessoas estão aptas a interagir, conhecer e socializar com qualquer outra pessoa.
Claro, desde que elas estejam, de alguma forma, interligadas pelas maravilhas tecnológicas, o que corresponde uma grande parcela da população da terra.
O fato é que existem localidades com características predominantemente retardatárias em relação à outros locais, devido ao contexto cultural, social e econômico dessas regiões.
Hoje, ao pensar qual seria o melhor lugar para eu viver (não existe um lugar melhor para “se” viver. Cada pessoa tem uma perpectiva e necessidade diferente), chego a conclusão de que é o lugar que estou agora. Compete a mim, além de colocar os prós e contras na balança, relevar os pontos de insatisfação e apreciar os aspectos positivos.
Grandes oportunidades podem surgir em outros locais, porém, essas oportunidades dificilmente atenderão a todos os seus anseios.
Hoje, o local onde moro não proporciona ainda as oportunidades que vejo em outros locais, embora me proporcione uma qualidade de vida em outros aspectos que não acharia em lugar nenhum a não ser aqui.
Sem barreiras geográficas e com a possibilidade de inserção e atividade em qualquer economia, sinto-me cada vez mais “desterritorializado”.
Minhas necessidades culturais e econômicas não são daqui…mas a qualidade de vida ainda é.
E agora?
Tags: cidades, cultura, economia, globalização, trabalho
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