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Chega de correria.
Já estou nessa loucura há muitos anos. E no fim das contas…a sensação é de que existe ainda um grande abismo a ser atravessado, enormes tsunamis de informação para serem digeridas.
E o engraçado é que o pensamento é alimentado por algumas referências que aparecem do nada.

Ou quase do nada.

Eu estou lendo um livro que fala sobre o limite entre a tecnologia e o ser humano - Negócios e-mocionais, do Nicola Phillips. Em determinados trechos do livro, há exatamente esse questionamento que eu estou fazendo há algumas semanas. A relação entre a ilusão do controle, a ansiedade por informações, a sensação de tempo escasso e diversas outras inquietações psicológicas.

E o resultado é sempre o mesmo para os portadores dessa postura acelerada: hipertensão, problemas cardíacos, insônia, stress, nervosismo…dentre outros problemas.
Em diversos locais e principalmente nos ambientes de trabalho, esse tipo de postura ainda é reverenciada.

Eu estou cansado disso.
Slow Down agora é meu lema…não estou dizendo com isso que eu vou deixar de trabalhar ou parar de ler minhas fontes de informação. Mas que, com certeza, vou estabelecer um limite, uma dosagem mais adequada à quantidade de informações que possam ser absorvidas de acordo com as capacidades neurológicas.

Sei que é uma tarefa difícil. Entrar num outro ritmo, ainda mais trabalhando numa área em que os acontecimentos são interminavelmente rápidos, será um tanto quanto complicado.

“A velocidade não faz as novidades acontecerem mais depressa. Essa é uma das e-lusões”
(Nicola Phillips).

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Muitos de vocês sabem que o advento da Internet e da Globalização derrubaram, além de muitos paradigmas da comunicação, as limitações geográficas e permitiram a inserção nunca antes imaginada do indivíduo num contexto tão amplo mundial.
A qualquer momento, em qualquer lugar, de qualquer forma, pessoas estão aptas a interagir, conhecer e socializar com qualquer outra pessoa.
Claro, desde que elas estejam, de alguma forma, interligadas pelas maravilhas tecnológicas, o que corresponde uma grande parcela da população da terra.
O fato é que existem localidades com características predominantemente retardatárias em relação à outros locais, devido ao contexto cultural, social e econômico dessas regiões.
Hoje, ao pensar qual seria o melhor lugar para eu viver (não existe um lugar melhor para “se” viver. Cada pessoa tem uma perpectiva e necessidade diferente), chego a conclusão de que é o lugar que estou agora. Compete a mim, além de colocar os prós e contras na balança, relevar os pontos de insatisfação e apreciar os aspectos positivos.
Grandes oportunidades podem surgir em outros locais, porém, essas oportunidades dificilmente atenderão a todos os seus anseios.
Hoje, o local onde moro não proporciona ainda as oportunidades que vejo em outros locais, embora me proporcione uma qualidade de vida em outros aspectos que não acharia em lugar nenhum a não ser aqui.
Sem barreiras geográficas e com a possibilidade de inserção e atividade em qualquer economia, sinto-me cada vez mais “desterritorializado”.
Minhas necessidades culturais e econômicas não são daqui…mas a qualidade de vida ainda é.

E agora?

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