A poesia não fez diferença.
6 January 2008
9 Comments

Do quanto passei e vivi
De tudo o que eu sempre vi
Hoje, carne somente
Os preconceitos guardei na mente
E desci para o Sarau do Brown
E fiz algo diferente
Do que sempre relutei pra mim
Se deixar levar pelo contexto
Criticar era o melhor pretexto
Para fugir do que é normal
Contraponto de minha vontade
Estar lá era insanidade
Um ato de traição
Tanto com a mente quanto o coração
Canto de olho em todas as situações
A batida estremece o local
A genialidade vestida de animal
Entorpecendo todos os cegos
A alegria pulsante de todos os egos
Os cantos de olhos em insinuações
Poesia não fez diferença
Sarau nem se fosse crença
Por todos os poros o suor exala
O cheiro e a verdade enfim
Mesmo negando assim
Somos filhos da mesma senzala









Amigo,
Só mesmo a galera para te levar pro Sarau…
Seu texto está a sua cara! Traduz o seu pensamento de forma clara, ainda mais para quem te conhece bem.
Queria muito estar lá com vcs! Pena q não deu…que venham os próximos encontros.
Bjs,
Lore.
poooo, adorei o texto Laert!!! e valeu a tua poesia.. Ã sua cara mesmo!!
queria ter ido tb 🙁
Vc tb hein?
Tinha que colocar a pior foto???
hauhuahuhahuhuahhahahhaha
bj e até o próximo…….
Quebra de “paradigmas”.
Isso é importante!!!!
Bjo!
Huummmm….
Velho,
Para início de conversa, hoje, sou um defensor nato do Carnaval de Salvador e das temáticas relacionadas à festa do Rei Momo. Isso pode até ser considerado um paradoxo para um cara que descobriu a música com o rock n’ roll, teve banda, fez show em festival underground e até gravou uma demo. Porém, em 1996, comecei a perder os preconceitos ligados à música em geral e ao Carnaval que possuía.
Depois disso, passei a ser um apreciador e pesquisador da música em suas diversas modalidades. Descobri a MPB, a black music, o forró, o reggae entre outros estilos. Ultimamente, assim como Tom Zé, tenho estudado o samba e, cada vez mais, me surpreendo com tamanha musicalidade, criatividade e poesia deste ritmo que foi um dos primeiros ícones de identidade cultural do país no século XX segundo Hermano Vianna.
Sobre os sete dias mais elétricos do ano, os meus preconceitos ficaram para trás como as serpentinas e confetes. Hoje, não considero a folia de fevereiro uma festa fútil e fugaz, mas sim um ambiente de música boa, diversão e encontros.
Apesar de ter votado na MPB como meu gênero musical preferido na enquete, minha alma continuará sendo rock n’ roll! Aliás, não tem nada mais rock e pesado do que o arrastão da Timbalada no carnaval.
Aquele abraço,
Gafeio
Obs.: “Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu”.
beleza. concordo 100% com você! é claro que tem muita merda mesmo e precisamos diferenciar o que é beatles e o que é emerson nogueira.
tinha entendido a poesia, mas, no meu comentário, realmente, foquei no lance do preconceito.
ah! se segure que em 2009 estarei melhor do que miles davis em improviso e o bahia na série A! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk a segunda parte é verdade.
abraço,
eder davis macêdo
Li alguns comentários e gostei da frase “gosto se discute, qualidade não”!
Já é um grande passo para a gente se permitir a coisas boas mas que não são tão a nossa cara rsrs Por vezes essa tarefa é necessária, árdua, mas necessária!
Carpe diem!
Beijo
Samu,
Achei interessantíssimo o post, velho.
Mas devo dizer o seguinte: não considero como preconceito o fato de não gostarmos disso ou daquilo. Da mesma forma que nem todos apreciam carne vermelha, muitos também não se sentem à vontade “descendo até o chão”.
Particularmente, vejo estilos como Samba, Funk, ganhando vertentes em velocidade luz, o que para algumas pessoas resulta na perda do entendimento pela essência de tais ritmos.
Pode parecer radicalismo, mas por ter um entendimento felizmente esclarecido e ajudado sendo filha e irmã de músicos (de qualidade), jamais encaixarei Paulinho da Viola na mesma “roda” de “… do samba”!
Isso porque, infelizmente o que surge por agora, nada mais é que uma infeliz distorção do significado central da palavra Samba, originalmente conceituado.
Sou soteropolitana, entretanto “nunca” participei do carnaval de Salvador. Poderia enumerar motivos, mas talvez possa resumir em apenas um: o fato de haver participações “mui” diversificadas, mesmo estas boas atrações não são capazes de me fazer ouvir as demais. Por isso, as ouço na exclusividade que o CD proporciona, ou em shows direcionados.
OBS: Será que o fato de nunca ter ido atrás do tri elétrico, faz de mim um “ghost”…
Ah! Quanto ao Brown, prefiro ele compondo.
Bjocas.
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