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A poesia não fez diferença.

6 January 2008 9 Comments

sarau

Do quanto passei e vivi
De tudo o que eu sempre vi
Hoje, carne somente
Os preconceitos guardei na mente
E desci para o Sarau do Brown

E fiz algo diferente
Do que sempre relutei pra mim
Se deixar levar pelo contexto
Criticar era o melhor pretexto
Para fugir do que é normal

Contraponto de minha vontade
Estar lá era insanidade
Um ato de traição
Tanto com a mente quanto o coração
Canto de olho em todas as situações

A batida estremece o local
A genialidade vestida de animal
Entorpecendo todos os cegos
A alegria pulsante de todos os egos
Os cantos de olhos em insinuações

Poesia não fez diferença
Sarau nem se fosse crença
Por todos os poros o suor exala
O cheiro e a verdade enfim
Mesmo negando assim
Somos filhos da mesma senzala

9 Comments »

  • Lorena said:

    Amigo,

    Só mesmo a galera para te levar pro Sarau…
    Seu texto está a sua cara! Traduz o seu pensamento de forma clara, ainda mais para quem te conhece bem.
    Queria muito estar lá com vcs! Pena q não deu…que venham os próximos encontros.

    Bjs,
    Lore.

    É vero Lore.
    Talvez pelo fato de já ter me prostituído musicalmente e ter largado “a vida”.
    Enfim…é verão na Bahia…aí já viu, né?

  • Nizeca said:

    poooo, adorei o texto Laert!!! e valeu a tua poesia.. à sua cara mesmo!!
    queria ter ido tb 🙁

    Pois eh…foi massa mesmo.
    Não esperava que fosse…mas me diverti.
    O que mais me impressionou foi a qualidade do som…realmente estava muito bom.
    De qualquer forma, mesmo não gostando desses esquemas esborniáticos, tenho que elogiar quando o esquema é massa. E ontem foi.

  • Samira said:

    Vc tb hein?
    Tinha que colocar a pior foto???

    hauhuahuhahuhuahhahahhaha
    bj e até o próximo…….


    Hahahhaa….é mesmo Sam.
    Mas as melhores fotos eu não preciso publicar. 😉
    Como é? Mesmo esquema?

  • Livia said:

    Quebra de “paradigmas”.
    Isso é importante!!!!

    Bjo!

    Muito importante…muito importante mesmo!
    Beijão.

  • Trhi said:

    Huummmm….

  • Eder Galindo said:

    Velho,

    Para início de conversa, hoje, sou um defensor nato do Carnaval de Salvador e das temáticas relacionadas à festa do Rei Momo. Isso pode até ser considerado um paradoxo para um cara que descobriu a música com o rock n’ roll, teve banda, fez show em festival underground e até gravou uma demo. Porém, em 1996, comecei a perder os preconceitos ligados à música em geral e ao Carnaval que possuía.
    Depois disso, passei a ser um apreciador e pesquisador da música em suas diversas modalidades. Descobri a MPB, a black music, o forró, o reggae entre outros estilos. Ultimamente, assim como Tom Zé, tenho estudado o samba e, cada vez mais, me surpreendo com tamanha musicalidade, criatividade e poesia deste ritmo que foi um dos primeiros ícones de identidade cultural do país no século XX segundo Hermano Vianna.
    Sobre os sete dias mais elétricos do ano, os meus preconceitos ficaram para trás como as serpentinas e confetes. Hoje, não considero a folia de fevereiro uma festa fútil e fugaz, mas sim um ambiente de música boa, diversão e encontros.

    Apesar de ter votado na MPB como meu gênero musical preferido na enquete, minha alma continuará sendo rock n’ roll! Aliás, não tem nada mais rock e pesado do que o arrastão da Timbalada no carnaval.

    Aquele abraço,

    Gafeio

    Obs.: “Atrás do Trio Elétrico só não vai quem já morreu”.


    Massa Eder,
    Entendi exatamente o que vc quis dizer e concordo em 80%.
    O que você chama de carnaval foi a primeira parte da festa. Guitarra baiana. Carnaval de 70 pra trás. Acho massa sim. Divertido e legal.
    Não podemos colocar no mesmo balaio Carlinhos Brown com Fantasmão ou “qualquer coisa do samba”.
    É a mesma coisa que querer comparar Miles Davis com você. Se é que vc me entende…

    Sobre o carnaval, concordo que é uma festa de encontros: de preto com branco, rico com pobre, do alto com baixo, do culto com a porta, do tudo com o nada. Gangues. Cada uma feliz do seu jeito e comemorando coisas diferentes.
    Entenda que isso não é uma crítica e sim uma observação.

    Cada estilo tem suas coisas boas e suas coisas ruins.
    É assim no axé…e é também no rock, metal, forró, samba, mpb, música de ninar, toque de telefone, etc…

    Meu preconceito é com as coisas ruins. O sarau não se enquadra nessa categoria. Talvez você não tenha entendido a poesia…você a leu com o foco no meu preconceito e não no que ela quis dizer.

    Gosto se discute. Qualidade não.
    Se houver qualidade, sou todo ouvidos.

    Abração.

    Obs.: Já fui atrás do trio elétrico e também em cima. Prefiro ir lá em cima. 😉

  • Eder Galindo said:

    beleza. concordo 100% com você! é claro que tem muita merda mesmo e precisamos diferenciar o que é beatles e o que é emerson nogueira.
    tinha entendido a poesia, mas, no meu comentário, realmente, foquei no lance do preconceito.

    ah! se segure que em 2009 estarei melhor do que miles davis em improviso e o bahia na série A! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk a segunda parte é verdade.

    abraço,
    eder davis macêdo


    Tranquilo meu caro.
    Cara…sinceramente eu acho que das duas afirmações…a primeira é mais provável de acontecer.
    Hahahahahahahahahahaahhaahah
    Brincadeira…acho que você tem plenas condições (de ver o Bahia subir, apenas :)).

    Grande abraço!

  • Renata said:

    Li alguns comentários e gostei da frase “gosto se discute, qualidade não”!
    Já é um grande passo para a gente se permitir a coisas boas mas que não são tão a nossa cara rsrs Por vezes essa tarefa é necessária, árdua, mas necessária!
    Carpe diem!
    Beijo

  • Bethinha said:

    Samu,

    Achei interessantíssimo o post, velho.
    Mas devo dizer o seguinte: não considero como preconceito o fato de não gostarmos disso ou daquilo. Da mesma forma que nem todos apreciam carne vermelha, muitos também não se sentem à vontade “descendo até o chão”.
    Particularmente, vejo estilos como Samba, Funk, ganhando vertentes em velocidade luz, o que para algumas pessoas resulta na perda do entendimento pela essência de tais ritmos.
    Pode parecer radicalismo, mas por ter um entendimento felizmente esclarecido e ajudado sendo filha e irmã de músicos (de qualidade), jamais encaixarei Paulinho da Viola na mesma “roda” de “… do samba”!
    Isso porque, infelizmente o que surge por agora, nada mais é que uma infeliz distorção do significado central da palavra Samba, originalmente conceituado.
    Sou soteropolitana, entretanto “nunca” participei do carnaval de Salvador. Poderia enumerar motivos, mas talvez possa resumir em apenas um: o fato de haver participações “mui” diversificadas, mesmo estas boas atrações não são capazes de me fazer ouvir as demais. Por isso, as ouço na exclusividade que o CD proporciona, ou em shows direcionados.

    OBS: Será que o fato de nunca ter ido atrás do tri elétrico, faz de mim um “ghost”…
    Ah! Quanto ao Brown, prefiro ele compondo.

    Bjocas.

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