Ainda há esperança.
Devo admitir que tenho sido velho, ácido, pessimista e incrédulo quando converso com os bons amigos sobre cultura e sociedade. Com bastante receio do futuro intelectual das próximas gerações, só consigo enxergar as boas referências em caixas de papelão em algum porão fétido e mofado.
Ali será o jazigo de escritores, intelectuais, diretores, roteiristas, músicos, pintores, dançarinas, sociólogos, pensadores, arquitetos e tantos outros que expressam suas idéias e habilidades de forma tão maravilhosa, tão apaixonada e tão consciente.
Eu larguei a docência com a desculpa de que não queria fazer parte da revolução da mediocridade discente. Preferi tapar os olhos e não contribuir de forma alguma para a marcha ao abismo no horizonte próximo. Coitado de mim.
Ao mesmo tempo que finjo ser feliz por não ter mais que me preocupar com as absurdas legiões de inconsequentes – o que é parcialmente verdade – sofro por saber que a minha abstinência proposital nada mais é do que um contribuição para a perpetuação do laissez faire, laissez passer, do improviso, do acaso, da procrastinação.
Ao ler o artigo entitulado “Veneno“, do @lucianopires, refleti um pouco sobre a minha postura e que eu, uma pequena célula, não poderia deixar de lutar contra essa doença que é a mediocridade.
Em conversa com minha amiga e professora @deacampodonico, fiquei sabendo que apesar de toda a lama, ainda há o surgimento de pequenos diamantes brutos que ficam evidentes na peneira. E que bom que isso ainda acontece.
Por essas e outras venho pensando algumas formas de voltar a contribuir com o crescimento de alunos e profissionais (e obviamente crescer junto) para voltar a fazer parte da resistência, tal qual já o fazem a Andrea e o Luciano.
Em breve espero anunciar novidades. E tomara que eu não me arrependa.









eu ainda acredito em diamantes… mas acho que como sempre, estão lá bem no fundo da terra ou em algum lugar muito difícil de achar.
Eu já desisti há muito tempo, mas continuo com uma pitada de esperança. ë isso mesmo, meio antitético, mas é assim que me sinto.
Não desista Laert.
Não vai se arrepender!!
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