É Natal.
Fragmento 1
E nas rodas de amigos (lá ele) e conversas familiares a tônica das discussões é sempre a mesma: situação do Brasil, tal pessoa, outra pessoa, fez isso, fez aquilo, imagine isso, imagine aquilo, notícias datadas ou mesmas notícias com poucas variações…e nada muda.
A verdade (na minha opinião) é que reproduzimos pensamentos e artigos lidos, guardamos opiniões alheias para vomitar nas discussões, sem mesmo fazer associações com a realidade em que vivemos.
O entendimento da realidade é relativo. Até porque ele está associado à sua experiência de vida e ninguém poderá entendê-la como você a entende.
Fragmento 2
Ora, o mérito seria mesmo internalizar as resoluções e conceitos em vez de discutirmos entre si. Não adianta, cada um tem um interesse e não existe Gandhi, Madre Teresa ou Irmã Dulce.
A partir do momento em que se justifica seus atos e se cria argumentos para defendê-los dentro da ótica de quem vive naquele contexto, há desrespeito.
É bem verdade que mentes medíocres discutem pessoas. E não estou dizendo com isso que não há mediocridade em meus discursos.
Fragmento 3
Em contrapartida, há também as discussões proveitosas, inteligentes e construtivas.
Tenho a felicidade de compartilhar desses momentos com amigos próximos, que discutem idéias.
Fragmento 4
Armazenamento de dados não serve pra nada. A sábia utilização deles, sim, representa a verdadeira intelectualidade. O verdadeiro construtivismo.
Deixa pra lá….é Natal.
Em vez do presépio, vamos à presepada.











Véspera de Natal e eu assistindo televisão em casa de minha mãe. A emissora passa em rede nacional uma matéria sobre a situação mundial, algo relacionado à s relações urbanas e ao altruísmo. Pessoas fazem críticas ao ser humano egoísta que existe hoje em dia e dizem que a coisa vai de mal a pior [como se todos nós não fizéssemos parte desta cadeia de conexões individualistas]. Ao final da matéria o repórter declama o encerramento com palavras já escutadas anteriormente, na mesma ordem de sempre, com o tom grave costumeiro em chamamento por paz a e amor e tudo isso [quase um filme de Spielberg], chegando ao ápice com a lembrança do “espírito natalino”, eis que aparecem as imagens de “papai noel” e do “boneco de neve”…
Mais valia ter feito uma matéria de 5/7 minutos com apenas uma frase aparecendo no ecrã da TV: “amai-vos uns aos outros como a si mesmos…”. Mas isso seria perigoso em demasia, pois daí alguém poderia perceber como todo este “holiday” virou uma coisa estúpida e imbecil e como todos somos extremamente egoístas…
Como dizem, não mexa com o que está quieto!
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