Foliões da imbecilidade

Carnaval. Brincadeiras. Festa. Folia. Diversão. Mulher. Homem. Cerveja. Paquera. Alegria.
Talvez sejam as expectativas da maioria das pessoas que se predispõem a pular o carnaval na Bahia. Um momento mágico com milhares de pessoas nas ruas da cidade celebrando, cada uma, seu melhor motivo.
Mas em um mundo de desequilíbrio social, mais-valia e discriminação, não basta ir para a rua e celebrar a vida. Não basta ir para a rua e paquerar. Não basta ir para a rua e interagir culturalmente com pessoas de outros Estados, outras nações.
Alguns seres humanos e suas raivas contidas, suas insatisfações e impotência intelectual, sua mente encharcada de sentimentos primitivos e incapacidade evolutiva, não vão para a rua com o intuito de se divertir. Ou talvez a sua diversão seja diametralmente oposta à da maioria das pessoas.
Saem à s ruas, de bando, para praticar a selvageria gratuita, violência pela violência, sem motivos, sem ressentimentos, sem culpa.
Tal como seus corações, o ódio pulsa involuntariamente, como se fizesse parte de seu caráter, sua índole, sua genética. E talvez faça mesmo, adquirido ao longo de sua vida de privações ou problemas familiares. Não é pobre, rico, preto, branco, índio, alto, baixo, magro, gordo, cabeludo ou careca. É uma sub-raça, involuída, escrava da própria imbecilidade.
Um grande amigo estava voltando pra casa nessa madrugada de domingo com mais duas pessoas. Andando. Tranquilos. Em um local sem muita gente, sem confusão, tido como um dos melhores locais para pular o carnaval: ondina, na Sabino Silva.
De repente, pelas costas, toma um soco na cara. Gratuitamente. “0800”. “De grátis”. E o agressor sai correndo depois de dizer: “Tire sua onda!”. Sai correndo.
Seu óculos voa e repousa gentilmente no asfalto. Seus amigos, sem entender o que havia acontecido perguntam o porque da violência. E então 6 ou 7 foliões da imbecilidade atacam como um bando de piranhas vendo carne sangrenta.
Quando meu amigo achou seu óculos, um dos agressores foi lá e pisou, para encerrar com chave de ouro a “demonstração de masculinidade” e de soberania da sub-raça.
E nessas horas, impotente, incrédulo e com muita raiva, uma mistura de interrogação com exclamação ferve em sua cabeça.
O que você faria?
E se você tivesse uma arma numa hora dessas? Você seria também um covarde anônimo?
Você daria a outra face?
Levantaria e sairia como se nada tivesse acontecido?
Ficaria no chão chorando e lamentando com pena dessas pessoas sem oportunidade?
QUEM VAI PAGAR SEU ÓCULOS? OU É MELHOR NÃO ENXERGAR QUE ISSO ACONTECE?
Obs.: A imagem do post eu fiz há 3 dias e mandei para esse meu amigo. Coincidências…









Eu já falei sobre isso em um outro blog (já falecido, RIP) e minha opinião continua a mesma:
ONE SHOT, ONE DOWN!
Um mundo não vai ser melhor com esse tipo de solução, mas pelo menos terá menos pessoas como essas, circulando por aí impunes.
Bom texto. Indignação pura.
Olá laerte. péssima a historia. é difícil falar o que eu faria em uma situação dessas. eu sempre tento virar a cara, contudo, reconheço, que as vezes, nao é nada fácil tomar do elixir do idealismo cristão.
Querido, eu imagino o quanto vc deve estar indignado e triste. Mas acredite, os brucutus que fizeram isso com seu amigo sao muito mais vítimas do que ele. É melhor transformar a vontade de dar o troco em energia para entender porque o mundo é assim e porque todos nós precisamos fazer a nossa mínima parte nessa história. Beijao.
salvador, ame ou deixe.
eu deixei, não me arrependo.
Eu gostaria de acreditar que a solução é tão simples como você e Kaká sugerem, mas não é.
É preciso investir muito pra que o povo tenha educação e desenvolva um senso de civismo maior. Encher um cidadão de porrada, mijar na rua, tirar vantagem de alguém, tudo isso acontece diariamente, o foda é que as pessoas cultas fecham os olhos para isso porque acham que a praia, o clima, a alegria do povo, o Carnaval e a música nova que Alexandre Peixe fez para o Chiclete compensam. Eu conheço gente que qunado não está em Salvador durante o Carnaval chora assistindo a transmissão da Band, mas nunca levou uma deda na Pipoca quando o Nana passa na Prefeitura de Aeronáutica, nunca teve a carteira roubada nem uma prima estuprada atrás do tapume de um camarote. Onde o mundo vai parar?
sensei, só quem sofreu com algum gesto de brutalidade e covardia sabe o sentimento que passa. A reação pode ser diversas, retribuição, perdão ou medo. Mas o coração é um só. a indignação e ódio fala mais do que qualquer senso de moralidade cristão ou familiar. Porisso que nem lamento se um desses batem as botas, eles tiveram suas escolhas, nós também. O mundo é cheio de oortunidades, pra uns menos do que os outros, mas para todos as escolhas são as mesmas.
Pelo visto essa história instiga à todos que a leem. Não tem como sair imune. É phoda bicho!!! E mais punk ainda é saber que o carnaval da Bahia é apenas mais um palco para essa expressão de ira. Vide os campeonatos paulistas de futebol, onde famílias e pessoas de bem são impossibilitadas de frequentar. Sei não.. sei não… Só sei que EU, euzinha, não posso ter uma arma. O sangue sobe… e com ele a vontade de fazer “justiça” com as próprias mãos. Mas … o que é mesmo justiça???? Talvez eu também esteja contaminada por toda essa ira…
Eu trabalhei em um grande camarote do circuto Barra/Ondina e digo que o maior medo foi tomar murro de graça. Ainda tive que me preocupar com os abestalhados bebados querendo bulir com minha esposa.
Não dá pra mim, nunca mais eu quero participar do Carnaval de novo, literalmente.
Abs professor.
Por isso que faz tempo que não ponho o pé na rua no Carnaval.
Tenho lembranças grotescas que poderia listar e nem quero lembrar. Não gosto de axé, odeio muvuca, não sou de sair por aí bjando e me confraternizando com Deus e o Mundo, como se meu corpo eu tivesse achado no lixo.
é um prato cheio pra Bocão e Cia Ltda ter o que dizer.
É um absurdo!
Mas, falando do meu carnaval… muito trabalho, sem direito a diversão ou paqueras… rs
Fazer o q se não estudei, né?
hehehe
Beijocas.
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Passado
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