Um pai, um herói.
Aos cinco anos de idade, um garoto enxerga seu pai como um herói. Aquele que sai para trabalhar e volta com a alegria estampada no rosto ao ver seu pequeno rebento correr para abraçá-lo de braços abertos e pronunciando um sonoro e verdadeiro “pai”.
Aquele pai, o super pai, que com sua força e sábias palavras consegue desvendar o mundo que os cerca, que pega na mão do seu filho e sai no dia de folga para passear em um parque, uma praia ou no shopping. Que leva o filho para o cinema, que pega no colégio, que joga bola, que empina pipa, que joga videogame, que brinca de quebra-de-braço e que suspende o filho no alto de seus braços, mostrando a Deus o seu maior presente e agradecendo a dádiva de ser um pai.
O pai exemplo. O pai referência. O pai imitado. O pai caminho.
Em seus cinco anos de idade, o filho de um policial assassinado este final de semana, se viu em um lugar sombrio, com muito familiares chorando. Ele, aos prantos, gritava por seu pai, que dessa vez não o atendeu. Estava morto. Dentro de uma caixa de madeira, tal qual os brinquedos que ficam em algum canto de seu quarto. Mas essa não era uma brincadeira e ele nunca mais verá seu pai.
A vida interrompida desse policial abala uma estrutura que se fragmenta em medo, revolta e tristeza. A ausência desse pai causará um novo roteiro na vida desse menino de cinco anos, que ainda não sabe o quanto seu pai fará falta.
A cena do menino chorando e gritando por seu pai morto me fez refletir o quanto a nossa sociedade é destrutiva. O quanto perigoso é simplesmente viver.
Eu também chorei junto com o menino. Compartilhando um pouco da sua dor incompartilhável.
No calor da raiva, a pena de morte seria o caminho. Mas na frieza da racionalidade o caminho é esperar por um milagre social, que sinceramente, nunca virá.
Adeus Brasil.









É, cara… a gente se irrita, grita, briga e esperneia à s vezes por coisas tão fúteis e bestas e nem pensamos em quantas coisas piores, muito mais graves, muito mais pesadas e duras existem por aí. Sempre achamos, ou pelo menos tentamos acreditar, que nada de ruim acontecerá para a gente, e infelizmente muitos só mudam de atitude quando a infelicidade bate nas suas portas. Por outro lado, muito do sofrimento que todos os seres humanos passam durante suas tragetórias da vida são, de fato, inevitáveis; são apenas questão de tempo. E, para o azar de muitos, esse tempo, essa espera, acaba sendo muito mais curto do que deveria ser. E faz nos perguntar para quê, realmente, estamos aqui. E para onde vamos.
Ontem eu estava conversando sobre isso. Sobre a violência presente gratuitamente em nossas vidas. É muito triste conviver com esse tipo de coisa, imagino o que um pai e mãe devem sofrer pra justificar pra uma criança tantas barbaridades televisionadas. Eu acho muito de difícil que isso se resolva do dia pra noite. A sociedade está chegando num ponto em que só um novo big bang traria de volta a paz.
Muito bom, cara. Mesmo sendo um post de pais no Dia das Maes.
Tudo está errado, desde a apatia do povo à falta de pulso dos governantes.
Bom o post!
Cada dia penso que precisamos de atitudes radicais para resolver numa primeira instância essa insanidade que presenciamos diariamente. Ações educativas e projetos sociais só funcionariam num segundo momento.
20.000 homens do exército subindo o morro armados até os dentes. Os bandidos iam fazer oque ? Sair voando ?
Radical mesmo. Nenhum preso. Nenhum vagabundo pra ser alimentado pelo povo que paga impostos e vê pela televisão queimarem colchões e falarem no celular.
One bullet. One down.
A questão é…
imaginem o marcola e o beiramar ajoelhados, algemados diante de vocês, sem capuz!
Olho no olho!
Se não conseguirem imaginar um deles, pensem em alguém que vocês realmente não gostem.
Agora, estando em pé, com uma 9mm nas mãos…
Olhem bem nos olhos destes filhos de umas putas arruaceiros.
Olhem profundamente!
Apontem a arma na cabeça deles e vagarosamente puxem o gatilho:
1º tiro – tomba o marcola
2º tiro – tomba o beiramar
Ai que delícia, aquele corpo inerte, desprovido de vida, nunca mais irá pagar por nada, sentir a falta de liberdade severamente imposta, sangue jorrando pelo furo na testa. Talvez algum espasmo… hmmmmmm! E quem foi que puxou o gatilho? VOCÊ! Que alegria!
Agora volte para casa e encare sua mãe, seu pai, seu filho, sua esposa, seu marido…
Alguém já observou um cadáver assassinado? Morto não pela prórpia natureza frágil do ser humano, mas pela violência com que nos tratamos? Eu nunca! Nem quero! Também não quero me rebaixar ao nível deles. Assassino eu não sou. Longo ou médio prazo, violência não resolve, NUNCA RESOLVEU! Invadir favela, morro é violência extra desnecessária que acaba traumatizando quem já é pobre, fudido, preto e tem raiva da polícia. Só vai gerar mais violência no futuro.
Radicalismo?! Quer um?
Divisão de renda já! 1% de pessoas controlando 90% da renda do país! Massa isso! Isso sim é um radicalismo pujante e digno de responsa! Né?
Nenhuma ação radicla está ou estará livre de erros absurdos, ainda mais num paiseco fuleiro como este.
Ah, não se esqueçam que se o marcola e o beiramar são menos que humanos, eles ainda são animais! Alguém já matou um gato? Um cachorro?
É massa ver o corpo estribuchando! Os olhos vidrados e apavorados. Assim como foram muitas das vítimas deles! Eles merecem? Nada de mandar a polícia! Vamos fazer nós mesmo! Ok?
Nada de transformar o alicerce democrático que significa o exército ou a polícia em nossos assassinos particulares. Se é para invadir o morro, vamos nós mesmos! QUEM TOPA?!?!
Só para lembrar a função das Forças Armadas é proteger fronteiras e combater inimigos externos. Toda vez em que se meteram em assuntos interno, FIZERA MERDA!
Polícia, ao contrário, serve para proteger e respeitar e toda vez que policiais militares e civis se organizaram em corporações espúrias como “esquadrão da morte” e “mão branca”, SÓ FIZERAM MERDA!
A lei deve ser respeitado por nós e não atirada aos porcos…
Eu mantenho minha opinião, sem retirar o seu direito de expor a sua, obviamente.
Forças armadas existem para prestar serviço ao cidadão, proteger nossa pátria. Nossa guerra não é com ninguém lá fora. Precisamos SIM proteger nossa pátria de nós mesmos, de indivíduos que são brasileiros e estão destruindo nossa sociedade.
Razões históricas ? Justificativas sociais ? O caralho ! SEMPRE existe escolha. SEMPRE.
Ah ! A respeito da 9mm … se o canalha ajoelhado tivesse estuprado minha filha, tenha CERTEZA de seria bem fácil puxar o gatilho …
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Passado
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