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zen-budismo e energia

10 April 2008 4 Comments

Não seria mesmo surpreendente começar tudo novamente falando de algo que eu acredito bastante e que até justifica todo esse processo de mudança por aqui.

Talvez pelo fato de ter células nipônicas na minha formação genética, há uma afinidade, uma pré-disposição maior do meu modelo mental com pensamentos, características e atitudes de certos aspectos da cultura oriental, em particular a japonesa.
Digo isso não por imposição ou costume de perpetuar a cultura como acontece em lares tradicionais onde há um representante oriental. Até porque em toda a minha vida, foram poucas as referências que existiam em minha casa a não ser meu próprio sobrenome e 2 estatuetas de porcelana que eu admirava bastante.

Mesmo sem a influência direta de meu pai (que é o representante oriental quando ainda morava com meus pais) eu sempre busquei, até mesmo de forma inconsciente, referências nipônicas na minha formação. Não era raro eu ler enciclopédias e “brincar” de escrever em japonês, mesmo sabendo que não havia nada que eu entendesse nas cópias de manuais de aparelhos que tinham caracteres do idioma.

O mais engraçado é que eu ficava as vezes até envergonhado pelo fato das outras pessoas (amigos, vizinhos, professores) sempre perguntarem sobre as tais referências japonesas na minha vida.

– Seu pai fala japonês?
– Você tira o sapato quando entra em casa?
– Você come com “dois pauzinhos“?
– É verdade que na sua casa só tem arroz e peixe cru?

A resposta era sempre não para as 3 últimas perguntas. O que era uma pena, pois queria que a resposta fosse sim para todas elas.

Dentre as características que eu acreditava (e ainda acredito) serem as que mais me estimulavam pela “busca”, estavam a honra samurai e o “ki“.

Ki - a energia

O Ki é a energia universal pulsante em tudo na natureza. É realmente uma dificuldade grande explicar isso em termos de pensamento ocidental. O que importa neste momento é que na minha concepção “religiosa” o Ki é Deus. Mas isso é um assunto que não iremos discutir.

Dito isso, posso prosseguir com a temática do post que é o zen-budismo e a energia.
Diante desse contexto de velocidade desenfreada e a busca neurótica pela informação e pelo dinheiro, tenho sentido a necessidade de mais momentos de contraponto nessa correria. Talvez seja o próprio equilíbrio que o inconsciente coletivo sempre busca e que na minha vida ainda não está corretamente afinado.

Mas por que você está postando sobre isso?

Sinceramente não sei.
O que eu sei é que eu preciso dar um pouco mais de atenção ao Ki, elevar um pouco mais a recionalidade e a percepção do contexto em que vivo para que eu possa conscientemente praticar a verdadeira tranquilidade zen em todos os aspectos de minha vida.
O trânsito louco, o calor insuportável da cidade, as pessoas mal-educadas, a má índole, a inveja, o egoísmo e tantos outros fatores negativos nos cercam diariamente tentando sufocar nossa paciência e respeito.

Preciso de fôlego e tranquilidade.

Creio que essa decisão vai me ajudar bastante a melhorar minha saúde física e mental. Além disso, vai me ajudar a criar uma aura de energias positivas que servirá não só como irradiação de bons fluidos a todos que me conhecem como também um escudo de proteção contra as energias negativas que tanto tentam me atingir ultimamente (sem resultado, claro).

Permanecerei íntegro em minha honra, como sempre fui e caminharei fazendo o bem para mim e para os outros.
Que bom seria se as pessoas, independente de suas religiões, praticassem efetivamente o “bem” que tanto pregam.

“May the force be with you”

Obs.: Esse post poderia ter sido patrocinado pela Coelba, né?

4 Comments »

  • samira said:

    é….
    Comigo acontece a mesma coisa, rsrsrsrsrsrs:
    – vc só come kibe e esfiha?
    – vc fala árabe?
    – sua família é muçulmana?
    – vc não tinha que usar burca?
    – vc só pode casar com parente?
    – vc fuma arguile?
    – sua mãe sabe fazer feijão? e moqueca?
    – vc dança a dança do ventre?

    Mas as respostas são equilibradas, afinal minha família ainda segue algumas tradições, e eu faço questão de seguir também.

    Em relação ao ”fazer o bem”, as pessoas tem a maldade dentro delas sim, mas muitas escondem através de um rótulo como: ”sou mãe”, ”sou devota de santo antônio”, ou outro santo (sou ”crente”, ”católica”, ”espirita”, qualquer religião), etc…. como se isso fosse uma marca. Uma neutralização. Enfim o bem a gente sente e faz né? Não precisa ficar dizendo, afirmando, repetindo p ninguém….

    Enfim é isso ai….

    bj da pequena

  • nizeca said:

    laert yamazaki da bahia,

    Que legal que vc vem de uma cultura diferente. Acho isso uma riqueza, sabia? ser diferente, ter coisas legais para contar e até criar essas dúvidas na cabeça das pessoas… uma pena que atualmente ser diferente envolve um monte de conceitos e perguntas idiotas.
    Acho q vc devia buscar isso na sua vida, a cultura japonesa é deveras interessante.
    bjo ( só acho um saco comer tanto arroz, minha gente).

  • Trhi said:

    Putz bola…
    Maaaaassa!!!

    Muita energia positiva.. 😉

  • Renata said:

    Que a “força” esteja presente em todos nós.
    Pena que as vezes esquecemos de resgatá-la bem lá no fundo de nossas almas…
    saudações Jedi….

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