Ao segurar seu capacete, símbolo de sua identidade e único objeto que o fazia lembrar quem ele verdadeiramente era, sorriu. Apertou-o contra o peito e prometeu nunca mais deixar que aqueles meninos idiotas o pegassem.
Olhou cuidadosamente todos os detalhes mas verificou que havia um grande arranhão na parte superior, quase alinhado com o eixo longitudinal. Uma ferida na sua lucidez.
Por que todos queriam ferí-lo? Já não era castigo demais?
A bebida não mais lhe apetece, sua mulher e seus filhos o deixara ao relento, à mercê do próprio azar.
Mais reclamações. Mais lembranças. Mais indignação.
Caminhou pela cidade em um dia de clima quente. Não havia nuvens e sua cidade parecia querer furar o céu.
Mal sabem que ele construiu tudo. Porém, tudo está tão diferente agora. Tudo está bem maior, mais novo.
Em um determinado instante ouviu um grito de pneu. Alto e agudo, desesperado e premeditanto algo pior. Lembrou-se imediatamente das correias gastas do elevador de obra. Roldanas enferrujadas. Mais reclamações, pois o encarregado não tem a coragem de colocar um óleo.
Depois do grito estridente um barulho forte e vidros quebrados. Medo. Muito medo. Dois carros se chocaram e ele presenciou aquilo. Tentou chegar mais pra perto da grama mas um segurança, de longe, mandou ele sair dali.
- Sai, sai, sai. Não pode pisar na grama, velho maluco.
Ainda mais assustado, andou alguns metros, virou-se e olhou a discussão. Um homem gritando irritado com uma mulher que não conseguia sair do carro. Medo.
Testemunhando toda a gritaria, reclamou. Mas reclamou baixo, para não correr o risco de tentarem pegar novamente seu capacete para se proteger da batida. Mais alguns passos e estava em local seguro para observar.
Algumas pessoas passavam lentamente e outras estacionavam para ver. Uma completa confusão e um princípio de engarrafamento. Era domingo. Mas a avenida era movimentada.
Confusão. Muita gente. Isso não era bom.
Eles iriam pegar o capacete. As pessoas já estavam olhando para ele, sabiam que o capacete era um bem precioso. Precisava sair dali correndo.
Apressou o passo, não olhou pra trás mas estava ouvindo tudo. Algumas crianças sairam correndo para ver a batida. Ele, velho, correu para o lado oposto.
Depois de uma grande distância, parou ofegante. Apoiou-se em seu prumo e olhou para trás. Uma grande confusão formada.
Ele conseguira fugir.
Olhou para o capacete e viu o arranhão.
Reclamou, depois, de forma tímida sorriu e pensou:
1. O show do Almah foi legal. Tirando a parte em que eles tiveram que sair do palco (forçados) faltando tocar 6 músicas do repertório porque a “casa de shows” (Malagueta) tinha que ceder seu precioso espaço para um evento de pagode baixo-astral tão comum em nossa cidade, que tem uma cultura abissal. Lamentável isso. Muita vergonha em dizer que eu moro na Bahia, terra da alegria.
2. É oficial: semestre que vem não dedicarei parte de minha agenda para a docência. Preciso mesmo respirar um pouco das atividades acadêmicas e me dedicar um pouco mais à minha saúde física e mental. Ao meus alunos, desejo sorte e um trecho de uma música do Deep Purple:
“…And if you hear me talking on the wind, you’ve got to understand…We must remain perfect strangers”
3. Ultimamente tenho ouvido muito metal, gênero musical que eu gosto muito. E por isso tenho escutado novidades e alguns álbuns excelentes que eu recomendo agora (banda - algum):
• Anubis Gate - Andromeda Unchained
• Almah - Fragile Equality
• Ari Koivunen - Becoming
• Black Tide - Light from above
• Masterplan - Aeronautics
• Rob Rock - Holly Hell
• Exodus - Let there be blood
• Testament - The formation of Damnation
• Theocracy - Mirror of Soul
4. A donzela de ferro (Iron Maiden) vai fazer uma turnê pelo Brasil. Sim, senhoras e senhores…pelo Brasil.
Eu e alguns amigos já estamos preparando essa excursão metal em março para Recife, onde eles tocam no dia 18.
É a minha oportunidade de ver uma banda que marcou bastante nossa adolescência e iniciação no metal.
Tem mais um monte de coisas para escrever…mas estou sem tempo hoje. Mesmo depois de tantos dias sem postar nada.
Enfim…o blog não morreu. Ainda…
1. Por que tem um monte de gente no Brasil torcendo fervorosamente para um político americano? É pra tirar onda de globalizado ou realmente não sabem nem pelo que estão torcendo?
Se Obama ou McCain ganhar, em que isso altera sua pífia existência?
2. O calor está insuportável. Deus, mande uma frente fria urgente!
(Ele deve estar rindo de um pedido como esses em plena véspera de verão…)
3. Será que haverá novidades no Jazz nos próximos anos? Ou será que mudaremos as variáveis de análise de acordo com o gosto pessoal?
4. Qual será a próxima notícia sobre o caso Eloá? A imprensa não cansa não? Não é melhor deixar a família e a dor em paz?
5. A prática de hábitos saudáveis significa abdicar de prazeres sem tirar o sorriso da cara. É isso mesmo?
6. O período de mudança está chegando…e isso significa uma grande quantidade de trabalho. Que assim seja.
7. Homo Sapiens é um gay intelectual?
8. Eu deveria escrever isso tudo no Twitter…mas aí teria que copiar e colar…estou com preguiça.
9. Onde será que está o som que roubaram do meu carro uma hora dessas? Deve estar tocando algum pagode…só pode.
10. O dia está ótimo para um mergulho na praia. Não gosto de praia…mas hoje tá merecendo.
“Pensando bem em tudo o que a gente vê e vivencia
e ouve e pensa, não existe uma pessoa certa pra gente. Existe uma pessoa que se você for parar pra pensar é, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa faz tudo certinho!
Chega na hora certa, fala as coisas certas,
faz as coisas certas, mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça, perder a hora, morrer de amor…
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
que é pra na hora que vocês se encontrarem
a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas.
Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te enche de mimos pedindo seu perdão.
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado, mas vai estar 100% da vida dela esperando você.
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo,
porque a vida não é certa.
Nada aqui é certo!
O que é certo mesmo, é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo,
querendo,conseguindo…
E só assim, é possível chegar àquele momento do dia em que a gente diz: “Graças à Deus deu tudo certo”
Quando na verdade, tudo o que Ele quer é que a gente encontre a pessoa errada pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra
gente…”
Sinceramente eu não sou blogueiro. Nem quero ser.
E não vejo esse tipo de rotulação de forma pejorativa, de jeito nenhum.
Eu só acho que eu não sou blogueiro por alguns motivos:
1. Eu não atualizo meu blog com frequência.
Isso não significa que todo blogueiro tem a obrigação de ter uma periodicidade definida. Mas acho que pra levar a sério, tem que ter uma regularidade nos posts.
Eu não tenho. Nem estou a fim de ter.
2. Eu não curto hypes.
Claro…há blogs que não utilizam desse artifício para ter acessos. Porém, temos que concordar que blogs de hypes ganham muitos acessos e com isso conseguem rankear legal e ter até uns trocados de vez em quando por causa disso.
Eu não curto. Também não tenho interesse nesse esforço para ganhar trocados.
3. Monetização enche o saco.
Na boa, que saco esse papo de preparar o blog para monetização. Colocar adsense no meio do post, boo-box, links, etc…isso não faz diferença nenhuma no meu blog. Tenho poucos leitores. Gosto muito mais da qualidade desses leitores do que uma galera que acessa meu site por outro motivo que não seja o que eu penso, o que eu escrevo.
Não quero ganhar trocados com meu blog. Quero dizer o que vier na (pouca) telha aos meus amigos.
4. Não quero linkar ninguém.
Posso colocar um link se eu tiver a fim. Como uma referência de uma coisa legal.
Mas não quero a obrigação de fazer um blogroll com um monte de blogs que eu não leio ou que linkaram pra mim. Linkou? Muito obrigado. Significa que houve alguma coisa interessante por aqui.
5. Tudo mais
Qualquer outro motivo que eu reconheça como uma rotulação específica para mim que remeta a blogosfera ou blogueiro.
Apesar de ter um blog, não quero fazer parte disso, não me reconheço parte disso e não tenho interesse.
Minha presença virtual com esse blog é um repositório de coisas que eu quero dizer e deixar guardadas para leituras posteriores: por mim, por meus filhos, por quem quiser e tiver interesse em ler o que eu pensava em determinada época. E só.
A cada dia que passa a minha luta é por mais desconexão. É isso mesmo.
Sei que para muitos de vocês, ler esse tipo de coisa escrita por mim é completamente incongruente. Mas é isso mesmo!
Sei que não vou ficar offline, que vivo disso, que meu trabalho gira em torno da rede. E talvez por isso tenha essa necessidade de desconectar.
Esse é o grande desafio.
Portanto, amigos, eu tenho um blog mas não sou blogueiro.
1. Aracaju é uma cidade ótima para se viver na tranquilidade.
2. A crise da economia mundial ligou o modo “Alerta Geral” em todo mundo. Mas eu só vou me estressar quando não tiver mais jeito. E, na boa, nem sei se vale a pena se estressar…
3. Comer menos é ótimo para a saúde…mas dá uma fome absurda.
4. Graças a Deus o primeiro turno das eleições passou. Não suportava mais o jingle do candidato com carro de som no bairro onde eu moro.
5. Graças a Deus eu não tenho um rifle com mira telescópica.
6. Tenho um talento especial em pirraçar as pessoas. Agora estou trabalhando para não me irritar com facilidade. Será ótimo quando eu conseguir.
7. A tranquilidade vale muito mais do que o dinheiro (em certas ocasiões).
8. O fundo do poço ainda é muito mais embaixo. Note os vereadores que elegemos em Salvador e entenderás o que eu quero dizer.
9. Continuo achando que o desapego é o caminho para a felicidade e/ou longevidade. Dercy Gonçalves viveu bastante.
10. Ser um cara legal permite que você viva feliz com sua consciência. O problema é que vivemos em sociedade.
Na idade sonhadora e sem limites dos 13 anos, eu sempre ocupava minha cabeça com criações, curiosidades, aprendizados e aventuras imaginárias. Típico de um adolescente geek, sendo que essa palavra talvez nem existisse naquela época.
Dentre os inúmeros hobbys que eu tinha, durante um tempo, a filatelia foi uma dessas aventuras que permearam minha adolescência, trazendo de presente o entendimento do significado das palavras paciência, organização, detalhe e pesquisa.
Para quem ainda não sabe, a filatelia é “o estudo e o colecionismo de selos postais e materiais derivados”.
O que pragmaticamente poderia ser entendido como um comprovante de pagamento, para os filatelistas o selo é uma arte colecionável que traduz um contexto social específico ou mundial e que congrega uma comunidade de interessados ao redor de todo o mundo.
Naquela época, aqui mesmo em Salvador, havia no prédio dos Correios na pituba, um clube. Era um espaço onde todos os sábados diversos colecionadores, vendedores, amadores, profisisonais, interessados e curiosos se reuniam para celebrar a filatelia e suas variantes.
Era um encontro muito interessante, com muitas pessoas discutindo sobre suas coleções, comprando e vendendo selos, trocando informações valiosíssimas que fortaleciam e disseminavam esse hobby tão prazeroso.
Aos 13 anos, possuía pouco ou nenhum dinheiro, além do pouco incentivo dos meus pais, para bancar meu hobby e por isso minha coleção nunca foi uma verdadeira coleção.
(pausa de 22 anos)
Neste sábado, ao passar pelos Correios da pituba e conversando com meu filho de 10 anos, resolvemos parar para saber se ainda existia algum resquício de filatelia em Salvador.
Antes de estacionar, iniciei o meu discurso para explicar o que era filatelia para ele…apesar de saber que em meros 10 minutos ele não lembraria mais do nome complicado.
Chegamos e logo vi 2 ou 3 pequenas mesas com poucas pessoas sentadas e conversando. Cheguei mais perto e automaticamente fui lançado no tempo com um brilho nos olhos e a empolgação que há muito eu não sentia (lá ele!).
Continuei a explicação para meu filho e perguntei aos presentes se ainda havia (depois do advento da internet) o mesmo interesse que havia há tanto tempo quando ainda colecionava.
Obviamente o próprio ambiente e quantidade de pessoas já me respondia a pergunta.
Mesmo assim, dentro do prédio dos Correios ainda existia o setor de filatelia, no qual fomos muito bem recebidos pela Márcia, que prontamente nos mostrou uma coleção fantástica.
Em conversa, descobri que a filatelia ainda pulsa forte em outros Estados da federação…porém, aqui em Salvador, o hobby estava restrito à poucos interessados.
Naquele sábado, pensei muito na minha coleção de selos e em uma busca rápida, consegui encontrar um dos álbuns que eu tinha. Viver é recordar.
Fiz uma busca na internet e descobri milhares de sites relacionados ao assunto.
Hoje, com bem menos empolgação (talvez), tenho o dinheiro suficiente para incentivar meu filho a ter um hobby…mas não creio que ele tenha o mesmo brilho nos olhos que eu tinha quando via aquele clube nos sábados ensolarados de Salvador.
Quem sabe aos poucos eu recomece a minha coleção de comprovantes valiosos. Por hobby. Pela sensação gostosa de voltar a ser adolescente.
A fase adulta é muito chata. A filatelia é um dos meus passaportes para minha adolescência.
Chega de correria.
Já estou nessa loucura há muitos anos. E no fim das contas…a sensação é de que existe ainda um grande abismo a ser atravessado, enormes tsunamis de informação para serem digeridas.
E o engraçado é que o pensamento é alimentado por algumas referências que aparecem do nada.
Ou quase do nada.
Eu estou lendo um livro que fala sobre o limite entre a tecnologia e o ser humano - Negócios e-mocionais, do Nicola Phillips. Em determinados trechos do livro, há exatamente esse questionamento que eu estou fazendo há algumas semanas. A relação entre a ilusão do controle, a ansiedade por informações, a sensação de tempo escasso e diversas outras inquietações psicológicas.
E o resultado é sempre o mesmo para os portadores dessa postura acelerada: hipertensão, problemas cardíacos, insônia, stress, nervosismo…dentre outros problemas.
Em diversos locais e principalmente nos ambientes de trabalho, esse tipo de postura ainda é reverenciada.
Eu estou cansado disso.
Slow Down agora é meu lema…não estou dizendo com isso que eu vou deixar de trabalhar ou parar de ler minhas fontes de informação. Mas que, com certeza, vou estabelecer um limite, uma dosagem mais adequada à quantidade de informações que possam ser absorvidas de acordo com as capacidades neurológicas.
Sei que é uma tarefa difícil. Entrar num outro ritmo, ainda mais trabalhando numa área em que os acontecimentos são interminavelmente rápidos, será um tanto quanto complicado.
“A velocidade não faz as novidades acontecerem mais depressa. Essa é uma das e-lusões”
(Nicola Phillips).
O Google acaba de disponibilizar para download o seu novo projeto: o browser Google Chrome.
Obviamente já pode ser encontrado em inúmeros sites e blogs os descritivos técnicos e funcionais desse novo browser que promete brigar seriamente com o famoso Internet Explorer.
Há também uma série de documentos e referências do próprio Google para entender quais são essas funcionalidades e qual a tecnologia que está por trás desse novo projeto.
Muitos de vocês sabem que o advento da Internet e da Globalização derrubaram, além de muitos paradigmas da comunicação, as limitações geográficas e permitiram a inserção nunca antes imaginada do indivíduo num contexto tão amplo mundial.
A qualquer momento, em qualquer lugar, de qualquer forma, pessoas estão aptas a interagir, conhecer e socializar com qualquer outra pessoa.
Claro, desde que elas estejam, de alguma forma, interligadas pelas maravilhas tecnológicas, o que corresponde uma grande parcela da população da terra.
O fato é que existem localidades com características predominantemente retardatárias em relação à outros locais, devido ao contexto cultural, social e econômico dessas regiões.
Hoje, ao pensar qual seria o melhor lugar para eu viver (não existe um lugar melhor para “se” viver. Cada pessoa tem uma perpectiva e necessidade diferente), chego a conclusão de que é o lugar que estou agora. Compete a mim, além de colocar os prós e contras na balança, relevar os pontos de insatisfação e apreciar os aspectos positivos.
Grandes oportunidades podem surgir em outros locais, porém, essas oportunidades dificilmente atenderão a todos os seus anseios.
Hoje, o local onde moro não proporciona ainda as oportunidades que vejo em outros locais, embora me proporcione uma qualidade de vida em outros aspectos que não acharia em lugar nenhum a não ser aqui.
Sem barreiras geográficas e com a possibilidade de inserção e atividade em qualquer economia, sinto-me cada vez mais “desterritorializado”.
Minhas necessidades culturais e econômicas não são daqui…mas a qualidade de vida ainda é.
Como assim?
Dia dos Pais o caramba!
Essa data é uma farsa, na verdade. Pelo menos pra mim foi. Pois eu acho que o Dia dos pais é um Dia das crianças disfarçado.
No sábado teve uma caminhada em homenagem aos pais do colégio de meu filho. Até aí tudo bem…mas é um tal de água e água de coco que eu num sei pra onde foi tanta água. Mas tá beleza, hidratar é muito importante e, claro, não vou deixar meu filho desidratado.
Na sequencia, voltamos pra casa, tomamos banho e fomos almoçar: pizza. Como assim? É…o almoço foi ele que escolheu, afinal, ele queria levar o papai para um lugar que ele gosta. Então…vamos à pizza.
Depois de se acabar de tanto comer pizza fomos brincar no autorama do Shopping Iguatemi. Até pensei que não ia ter muita graça…mas admito que foi muito legal e até participamos de uma corrida de verdade, com premiação e tudo mais. Bom…fiquei em 2º lugar…adivinha quem ganhou?
Não…foi um outro pai que tava lá com o filho. Enfim…deve ser um viciado maníaco por carros e autorama, pois, ele praticamente não saiu dos trilhos 1 vez. Doente.
Acabou o autorama e fomos dar um passeio na Siciliano. Como é diferente da Saraiva…e eu gostava de ir na Siciliano. Mas agora é tudo uma coisa só.
Depois de ver alguns livros, descemos para a Livraria Salvador, que está fechando as portas e estava vendendo qualquer, isso mesmo, qualquer livro por R$10,00 a unidade. Comprei 2.
Até agora só gastando dinheiro…mas vamos lá.
Bom…estávamos no meio da tarde e eu perguntei: E aí, cara? Vamos fazer o que agora?
Juro que estava com medo da resposta, pois, com certeza ia tomar uma facada no bolso.
Prontamente ele responde: Vamos pro Salvador Shopping…lá tem o Salvador Adventure.
Claro filhão…
E lá vamos nós para o outro Shopping para o Salvador Adventure.
Bem…não vou mentir que R$15,00 pra dar uma volta na praça segurando em cabos de aço seja uma coisa muito interessante de se fazer. Porém, se utilizasse um pouco de minha ludicidade, com certeza vivenciaria aquele momento tanto quanto ele. E foi o que eu fiz.
Registrei com bastante fotos e filmei toda a aventura na selva e os perigos da mata fechada da praça principal do shopping, torcendo para que ele não caísse e conseguisse a travessia extremamente perigosa enquanto fugia de um animal faminto e desajeitado (era um gordinho que também estava participando do brinquedo).
Conseguiu. Ufa!
6 minutos depois e 15 conto a menos, fomos finalmente para a Saraiva. Reduto mundial da diversidade de modalidades de gastar dinheiro. Mas infelizmente, para eles, essa tática infalível de apelar para o emocional de um “bibliotecomaníaco” não conseguiu camuflar a lembrança de minha última consulta do saldo bancário (na sexta de noite…justamente pra saber até onde eu poderia ir…e não era perto, que dirá longe).
Bom, depois teve cinema em casa, jogo de playstation, mais jogo de playstation, sanduba que o papai fez, internet, Kung Fu Panda, Bob Esponja, almoço na casa da vó e do vô, mais jogo de playstation e para finalizar, lanche no Burger King antes de voltar pra casa da mãe.
(…)
E o Dia dos pais acabou.
O grande presente foi ter meu filhão perto de mim para lembrar que, na verdade, eu só sou pai porque ele existe. Temos que comemorar esse dia para ele.
Então eu que digo: Muito obrigado filhão…pelo final de semana maravilhoso que vc me deu de presente.
E não há dinheiro que pague isso.
Diante de tantas atividades e responsabilidades cotidianas, não só laborais mas sociais e culturais, sinto-me a cada dia um protagonista de diferentes condições, que de certa forma castram por motivos de ordem social, os comentários e observações de meu humor ácido.
Os pensamentos instantâneos e oportunistas frustram-se diante da censura imposta ao longo do aprendizado das relações e submetem suas angústias aos arquivos da insatisfação, que nada mais são do que repositórios de raiva contida.
Diferentemente das atividades vulcânicas, o estopim libertário em alguns casos pode ser uma pequena faísca ou até mesmo um cheiro de fumaça…descortinando assim uma imensa reserva de argumentos e discursos camuflados na tentativa de validar sua melancólica existência.
A intolerância e a agressão verbal dirigida condiciona o protagonista a experimentar sensações e pseudo-realidades fundamentalistas em um momento unicamente emotivo.
Ao retornar ao seu estado normal de consciência, imerso em um monólogo analítico, desculpa-se por imposição da condição de compatibilidade social e disponibliza novamente um campo desfragmentado para novos abastecimentos. Um verdadeiro paiol.
Esse sofismo todo era só pra dizer que, quando a gente enche o saco, explode e depois volta ao normal até encher de novo.
1. Odeio ter que obedecer uma cronologia pré-determinada pelo nascer e pôr-do-sol. Qual é o problema de trabalhar ou mesmo viver durante a noite e/ou madrugadas? De onde vem essa necessidade de estar acordado no claro e dormir no escuro? Será que isso não é uma prática, um legado ancestral que tem se perpetuado por toda a existência da raça humana?
Mas que droga…e ninguém quebra esse paradigma?
Acho que eu sou um excelente candidato para trabalhar com empresas japonesas ou chinesas.
2. Quando a prática da persuasão, mesmo completamente fundamentada em experiências profissionais, não resolve um problema de entendimento lógico por causa de um bloqueio traumático, o melhor a fazer é ligar o botão do desapego e entender que a recompensa, nesse caso, é somente a grana que você receberá.
3. Vou aproveitar o Nokia Sports Tracker e fazer algo efetivamente produtivo com isso. Cuidar um pouco mais de minha saúde.
4. Aulas que dão a sensação de trabalho bem feito, são ótimas para terminar o dia. O aluno gosta, eu gosto e a finalidade maior é cumprida: gerar conhecimento na sala. Espero que, mesmo cansado no começo do semestre, a sinergia da turma em relação a todas as disciplinas continue a mesma até o final do ano. Pelo menos, minha parte eu vou fazer. Quero ganhar presente por bom comportamento do Papai Noel.
5. Nunca pensei que fosse possível passar meses sem assistir televisão. Mas isso é possível.
6. Nunca mais fiz umas atividades bem nerd. Acho que vou hackear o sistema operacional do meu celular ou então assistir War Games em comemoração aos 25 anos do filme.
7. Apesar da mente relutar violentamente contra o sono, meu corpo implora por uma superfície horizontal e confortável. É a eterna luta da razão contra a emoção. A razão só ganha quando a emoção deixa. E ela acabou de deixar…
Enquanto digito, estou gravando…testando para ver como é que ficam as imagens nesse post.
O que vc está lendo é exatamente o que estou digitando no video. Multimidia? Sei lá…
É só um teste, uma brincadeira…ou então um post sem sentido. Mas o que seria da vida se tudo fizesse sentido?
É assim que eu geralmente faço meus posts…penso e digito ao mesmo tempo…sem tempo para revisão, sem tempo…cacoete do meu dia-a-dia.